lundi 20 décembre 2010

Histórico socialista será "aliado do Governo" a "procurar novas soluções"


Manuel Alegre apresentou ontem o seu "contrato presidencial". Promete ser um "moderador político e social".
Numa afirmação que acrescentou de improviso ao seu "contrato presidencial", Manuel Alegre prometeu ser um "aliado do Governo", no papel de "inspirador de debates sobre as mudanças de que precisamos", debate que propõe porque "é altura de não repetir os erros que estiveram na origem desta crise" e de "procurar novas soluções, sob pena de uma crise muito grave se transformar numa espécie de terceira grande depressão".
Foi ontem, na velha FIL da Junqueira (Lisboa), perante mais de meio milhar de apoiantes - entre os quais o ex-presidente da República Jorge Sampaio e o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.
No "contrato" distribuído aos jornalistas lia-se: "Como presidente, serei o inspirador de debates sobre as mudanças que precisamos [...]." Na verdade, disse: "Como presidente serei, sem me substituir ao Governo, como aliado do Governo, o inspirador de debates sobre as mudanças que precisamos [...]." Acrescentando: "Promoverei o diálogo entre todas as forças políticas e todos os parceiros sociais, porque precisamos de convergir num desígnio nacional que nos permita criar em Portugal, como diria António Sérgio, as condições concretas da liberdade e do desenvolvimento em que todos tenham lugar."
Ser um "moderador social" além de um "moderador político" é um dos compromissos de Alegre. Reclamando-se, na leitura dos poderes presidenciais, um seguidor de Jorge Sampaio e Mário Soares (o que lhe mereceu fortes aplausos), disse que, sendo eleito, os portugueses terão em Belém "alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do País". E o mesmo é dizer que o contrário de "alguém que a coberto do ambíguo conceito de 'cooperação estratégica' assume a ideia de uma partilha de governação susceptível de gerar conflitos institucionais".
Alegre garantiu ainda que irá "vigiar a ocorrência de conflitos de interesses entre o mundo político e o mundo económico, o poder mediático e de um modo geral todos os poderes fácticos não sufragados nem legítimos".
Antes dele, Jorge Sampaio salientou que o "espírito solidário" de Alegre é do que se precisa para os "ásperos e rigorosos" dias que se aproximam. A candidatura divulgou também a comissão de honra, que José Sócrates e Francisco Louçã integram.
In DN, por João Pedro Henriques, 20/12/2010

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