vendredi 31 décembre 2010

BPN: Alegre acusa Cavaco de «desviar atenções do essencial»

Manuel Alegre acusa Cavaco Silva de «procurar desviar as atenções do essencial, que é a gestão danosa da anterior administração» do BPN, disse o candidato à agência Lusa.

O candidato apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda não quis deixar em claro a polémica criada com a declaração de Cavaco Silva durante o último debate televisivo, em que este se disse surpreendido com a incapacidade da atual administração em recuperar o banco, fazendo comparação com os bancos ingleses.
Para Manuel Alegre, o candidato e atual Presidente da República "nunca podia ter dito que não teve ligações ao BPN, se teve ações da SLN teve ligações ao BPN, se é economista ele sabe isso".
"Ao criticar a atual administração do BPN, Cavaco Silva está a procurar desviar as atenções do essencial, que é a gestão danosa da anterior administração e continua a contemporizar com amigos e apoiantes políticos que são os verdadeiros responsáveis pelo escândalo financeiro do BPN, sem esquecer que este banco, o BPN, pertencia à Sociedade Lusa de Negócios a quem Cavaco Silva comprou ações que venderia depois com um lucro surpreendente", afirmou à Lusa.
Sobre as críticas de socialistas de que poderia ter explorado melhor este assunto no debate, Manuel Alegre explicou que a afirmação do Chefe de Estado foi feita já no final do programa, pelo que "já não tinha tempo para isso".
"Eu falei na questão do BPN nos termos que achei que deveria falar, ele comprou ações da SLN, a SLN é dona do BPN, se foi acionista da SLN não pode dizer que não tem nada a ver com o BPN. Teve, como acionista, na proporção das ações que teve", disse.
Alegre sublinha que não sabe os termos do contrato, que não sabe a quem vendeu, quem comprou as ações da SLN. "O que eu disse é que se a SLN é dona do BPN, nessa medida (Cavaco Silva) tinha sido um bocadinho dono do BPN, na medida em que cada acionista de um banco, de uma sociedade, é dono, em proporção das ações que tem".
As declarações de Cavaco Silva já geraram várias reações, nomeadamente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que considerou "injustas" as críticas que lhe foram feitas na quarta-feira por Cavaco Silva a propósito do BPN e prontificou-se para esclarecer o atual Presidente da República.
O candidato Cavaco Silva, durante o debate presidencial com Manuel Alegre, afirmou: "O que me surpreende é que em Inglaterra tenham ocorrido perturbações grandes, grandes prejuízos em bancos, tenham sido nomeadas administrações profissionais independentes e tenham conseguido recuperações notáveis. O que me surpreende é que esta administração do BPN não tenha conseguido fazer aquilo que fizeram as administrações em Inglaterra".
Também o presidente do Banco Português de Negócios, Francisco Bandeira, admitiu à agência Lusa ter ficado surpreso com as declarações de Cavaco Silva, considerando-as "ligeiras" e feitas "em contexto de campanha eleitoral" e fruto de "deficiente informação".
O ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira, considerou que Cavaco Silva fez uma "acusação muito grave" à administração da Caixa Geral de Depósitos, que gere atualmente o BPN.
In Diário Digital / Lusa, 31/12/2010

Capoulas Santos acusa Cavaco de "maquiavelismo político"


O vice-presidente da Comissão Política do PS, Capoulas Santos, acusou hoje Cavaco Silva de "maquiavelismo político" por "lançar na lama o prestígio profissional" da administração da CGD para "fugir a questões incómodas" sobre o BPN.

"Eu acho que em política, mesmo em campanha eleitoral, não pode valer tudo e o expediente de que o professor Cavaco Silva se socorreu para introduzir o BPN na campanha é um ato de puro maquiavelismo político", argumentou. O dirigente socialista Luís Capoulas Santos falava à Agência Lusa a propósito da polémica criada com a declaração de Cavaco Silva no último debate televisivo. O candidato e atual Presidente da República (PR) disse estar surpreendido com a incapacidade da atual administração em recuperar o BPN, gerido pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) desde 2008, e fez uma comparação com os bancos ingleses. Capoulas Santos lembrou hoje que, "quando estourou o escândalo" do BPN, "envolvendo pessoas próximas" de Cavaco Silva, este, para não se pronunciar, "sempre se escudou no facto de se tratar de algo que estava a ser investigado pela justiça". "Agora, quando confrontado com a incomodidade do assunto, fez uma fuga para a frente lamentável", traduzida em "lançar na lama o prestígio profissional da administração da CGD que, por acaso é presidida por um seu antigo ministro e, ao que julgo saber, membro da sua comissão de honra da candidatura", criticou. Segundo Capoulas Santos, Cavaco Silva procurou "desviar o assunto", ao lançar "esta suspeição sobre quem está a tentar fazer quase o impossível", o que é "eticamente reprovável e incompatível com a atitude de isenção e a atitude ética que é exigível a um PR". Recordando tratar-se não apenas de um candidato, mas também "um PR em exercício de funções", o vice-presidente do PS considerou "absolutamente lamentável" que Cavaco Silva não olhe "a meios para atingir fins". "Penso que se trata de um expediente para evitar ser confrontado com aquilo que é verdadeiramente incómodo para ele", insistiu o dirigente do PS. E o que é incómodo, disse, é "o silêncio a que se remeteu" Cavaco Silva, "durante meses, quando estavam em causa as poupanças de milhares de cidadãos incautos que as confiaram ao BPN, porventura confortados com as pessoas que o dirigiam e até com a sua proximidade ao PR". O "expediente" do PR, acrescentou, serve ainda "para não explicar aquele incidente que, sobre ele, foi lançando", em relação à "forma como comprou e como vendeu, de forma aparentemente pouco ortodoxa, ações da sociedade que era detentora do banco".
SIC, Publicação: 31-12-2010 16:31 Última actualização: 31-12-2010 16:34
Título
Capoulas Santos acusa Cavaco de "maquiavelismo político"
O vice-presidente da Comissão Política do PS, Capoulas Santos, acusou hoje Cavaco Silva de "maquiavelismo político" por "lançar na lama o prestígio profissional" da administração da CGD para "fugir a questões incómodas" sobre o BPN.

"Eu acho que em política, mesmo em campanha eleitoral, não pode valer tudo e o expediente de que o professor Cavaco Silva se socorreu para introduzir o BPN na campanha é um ato de puro maquiavelismo político", argumentou. O dirigente socialista Luís Capoulas Santos falava à Agência Lusa a propósito da polémica criada com a declaração de Cavaco Silva no último debate televisivo. O candidato e atual Presidente da República (PR) disse estar surpreendido com a incapacidade da atual administração em recuperar o BPN, gerido pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) desde 2008, e fez uma comparação com os bancos ingleses. Capoulas Santos lembrou hoje que, "quando estourou o escândalo" do BPN, "envolvendo pessoas próximas" de Cavaco Silva, este, para não se pronunciar, "sempre se escudou no facto de se tratar de algo que estava a ser investigado pela justiça". "Agora, quando confrontado com a incomodidade do assunto, fez uma fuga para a frente lamentável", traduzida em "lançar na lama o prestígio profissional da administração da CGD que, por acaso é presidida por um seu antigo ministro e, ao que julgo saber, membro da sua comissão de honra da candidatura", criticou. Segundo Capoulas Santos, Cavaco Silva procurou "desviar o assunto", ao lançar "esta suspeição sobre quem está a tentar fazer quase o impossível", o que é "eticamente reprovável e incompatível com a atitude de isenção e a atitude ética que é exigível a um PR". Recordando tratar-se não apenas de um candidato, mas também "um PR em exercício de funções", o vice-presidente do PS considerou "absolutamente lamentável" que Cavaco Silva não olhe "a meios para atingir fins". "Penso que se trata de um expediente para evitar ser confrontado com aquilo que é verdadeiramente incómodo para ele", insistiu o dirigente do PS. E o que é incómodo, disse, é "o silêncio a que se remeteu" Cavaco Silva, "durante meses, quando estavam em causa as poupanças de milhares de cidadãos incautos que as confiaram ao BPN, porventura confortados com as pessoas que o dirigiam e até com a sua proximidade ao PR". O "expediente" do PR, acrescentou, serve ainda "para não explicar aquele incidente que, sobre ele, foi lançando", em relação à "forma como comprou e como vendeu, de forma aparentemente pouco ortodoxa, ações da sociedade que era detentora do banco".
SIC, Publicação: 31-12-2010 16:31 Última actualização: 31-12-2010 16:34
Título

António Costa Apoia Manuel Alegre




Mensagem de apoia de António Costa






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jeudi 30 décembre 2010

O debate em que Alegre regressou - Editorial do Jornal Público


A marca que sobressaiu do único debate entre os dois verdadeiros candidatos presidenciais desta campanha foi o ressurgimento de Manuel Alegre, numa altura em que a sua campanha parecia estar soterrada pelo desinteresse dos eleitores e pelo enorme favoritismo de Cavaco Silva. Mas Alegre ganhou o debate de ontem. E, talvez mais importante do que isso, Cavaco perdeu-o.

O candidato apoiado pelo PS e pelo Bloco conseguiu surpreender pela forma ponderada com que se apresentou. Explorou muito bem as contradições do adversário e conseguiu falar para os eleitores do centro, o que foi decisivo. Num frente-a-frente em que por mais de uma vez falou na sua concertação com o Governo (por causa dos tais eleitores do centro), Cavaco preferiu entrar ao ataque e mostrar que Alegre tinha "enganado os portugueses". Não o conseguiu. Ficou prisioneiro do seu guião, crispou-se e nem sequer se lembrou de questionar como é que Alegre pode ser apoiado ao mesmo tempo pelos socialistas e pelos bloquistas. Foi arrogante. E facilitou a tarefa ao seu adversário, que tinha de mostrar aos eleitores socialistas que poderão votar Cavaco (não são poucos) uma imagem deste de que eles não gostam. Esteve melhor nas questões dos mercados e do Estado social. Devia ter-se abstido de pessoalizar o caso BPN, mas este tornou-se em definitivo o tema da campanha. E isso é péssimo para Cavaco.

Que consequências terá este debate? No imediato, a constatação de que Alegre regressou. Fez tudo certo, mas um debate não chega para vencer todos os anticorpos. E o caminho para conseguir uma segunda volta ainda é muito difícil. O futuro dirá se conseguiu ou não começar a trilhá-lo ontem.

Texto publicado no Jornal Público de 30/12/2010

Estou satisfeito porque os debates acabaram

Estou satisfeito porque os debates acabaram, pois não sei aonde pararia esta maneira de os analisar. Já em dias anteriores as notas atribuídas aos candidatos me pareceram de uma objectividade condicionada pela vontade de manter toda a “fruta no cesto”.
Quando de entrada o Candidato ao seu próprio lugar, acusa Manuel Alegre de mentir aos portugueses, num ataque nervoso e surpreendente, prometendo que ia ali deixar demonstrado que não merece as acusações que lhe foram feitas, os espectadores ficaram por certo como eu, a pensar que afinal alguma coisa me tinha escapado na (não) acção do PR. Mas nada disso, Cavaco Silva não só não demonstrou coisa nenhuma, como também deu a oportunidade a Manuel Alegre, de mostrar quem é que tem uma verdadeira atitude de Presidente da República e de assinalar que o Professor confunde ataques com opiniões diferentes das suas.
Quando por sua vez o candidato da Esquerda lhe citou casos concretos, como a não reacção ao ataque a Portugal feito publicamente em sua presença pelo Presidente da Checoslováquia, a resposta do Pr. Cavaco Silva foi de empurrar para o lado. Como também foi a “desviar” a resposta à não reacção à maneira incorrecta da famosa recepção na Madeira. E as escutas de Belém? Vá ver ao Site! E o BPN? Vá ver o relatório! E o “caso” Saramago? Se tivesse sido falado ia ver-se aonde?
As sondagens dão Cavaco vencedor, os comentadores já o fazem há muito tempo, os PSD/CDSs já se vêm instalados em todos os palácios da Capital (pelo menos...). No entanto as acusações à CGD ainda vão dar que falar e a campanha só agora arrancou.
Será que os portugueses querem de novo um Presidente que não está, ou que se está, se cala como se não estivesse, ou se não se cala ainda é pior...
Ouso acreditar que não. O nosso povo nunca perdeu o Norte e quando se enganou soube sempre rectificar.
Há já muitos anos que se vem desenhando o que se passa hoje no nosso país e o professor Cavaco Silva não pode ser estranho aos acontecimentos, tendo ocupado tantos altos cargos durante tantos anos no Governo de Portugal.
Os próximos anos vão ser difíceis, mas para os suportarmos não pode ser da mesma maneira. Temos que fazer sacrifícios dentro e impor a nossa idoneidade fora e isso não se faz com silêncios e esquivas. Faz-se com a ajuda de um homem que tenha uma atitude frontal, um homem de luta, com convicção e cultura capaz de mostrar ao Mundo que Portugal ainda existe!
É por isso que vejo o futuro com alegria e vos desejo um Bom Ano de 2011.
Aurélio Pinto, 31/12/2010

CGD diz que críticas de Cavaco são "injustas"

CGD diz que críticas de Cavaco são "injustas"
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reagiu hoje às declarações de Cavaco Silva sobre a actual gestão do Banco Português de Negócios (BPN) no debate contra Manuel Alegre, dizendo que as críticas do Presidente da República são "injustas".
O telejornal da RTP citou esta noite um comunicado do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, que gere o BPN desde 2008, segundo o qual as críticas que Cavaco Silva fez na noite passada à gestão do BPN (ver relacionado) são "injustas". A CGD afirma que a gestão do BPN pela Caixa Geral de Depósitos "foi correcta, adequada, rigorosa e eficaz."
A televisão pública disse ainda que a administração da CGD se mostrou disponível para prestar informações à Presidência da República sobre a gestão do BPN.
Também hoje, o presidente do BPN, Francisco Bandeira, admitiu à agência Lusa ter ficado surpreso com as declarações do candidato presidencial Aníbal Cavaco Silva, considerando que algumas afirmações são "ligeiras" e feitas "em contexto de campanha eleitoral".
In DN.pt, 30/12/2010

Francisco Lopes acusa Cavaco de «fugir às responsabilidades»


Francisco Lopes acusa Cavaco de «fugir às responsabilidades»
O candidato presidencial Franscisco Lopes, apoiado pelo PCP, acusou hoje Cavaco Silva de «fugir às responsabilidades» no caso BPN.
«É uma afirmação que define bem um posicionamento de irresponsabilidade e de desculpabilização dos compromissos que verdadeiramente tem e que afunda o país, num rumo que está bem expresso nessa fraude do BPN e na forma como Governo e Presidente intervieram no processo», disse esta manhã em Miranda do Corvo.
No debate televisivo de quarta-feira com o Manuel Alegre (apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda), o ainda Presidente da República e recandidato ao cargo, Cavaco Silva, considerou existir um problema de administração no caso BPN.
Francisco Lopes, que participou numa ação em defesa do transporte ferroviário no Ramal da Lousã, acusou Cavaco Silva de «fugir à sua responsabilidade, uma vez que tem uma enorme responsabilidade, juntamente com o Governo, de ter levado à apropriação dos prejuízos do banco pelo erário público em valores que vão já em cinco mil milhões de euros».
«Houve uma gestão fraudulenta feita por alguns colaboradores e financiadores da campanha de Cavaco Silva nas últimas eleições presidenciais», criticou, responsabilizando o candidato de ter contribuído para a opção de «trazer para o erário público os prejuízos do banco, deixando para os acionisa da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) os valores dos ativos, que são milhões de euros».
In Diário Digital / Lusa, 30/12/2010

Acusações de Cavaco são "graves" e CGD "deve defender a sua honra"

Pedro Silva Pereira respondeu hoje às críticas que Cavaco Silva ontem deixou à actual administração do BPN.
"Foi feita uma acusação muito grave à actual administração da Caixa Geral de Depósitos (nomeada para gerir o BPN" e "compete à Caixa Geral de Depósitos defender a sua honra e o Governo está certo que o fará", afirmou o ministro da Presidência no habitual 'briefing' do conselho de ministros, respondendo assim às declarações de ontem do actual Presidente da República no debate frente a Manuel Alegre.
Isto porque, referiu Silva Pereira, "os contribuintes não podem ficar com a dúvida que foi lançada sobre a gestão rigorosa e competente que a Caixa está a fazer no BPN". "É uma situação muito sensível. Nós contamos portanto que a Caixa Geral de Depósitos defenda a sua honra nessa matéria".
O governante frisou ainda que "o Governo não permitirá em circunstância alguma que se procure branquear a anterior gestão criminosa do BPN, assim considerada pelo Ministério Público, ainda por cima transferindo as responsabilidades para aqueles que estão a muito custo a tentar resolver um problema que não criaram".
Na resposta a Cavaco Silva, que ontem comparou a situação do BPN à de vários bancos ingleses que foram intervencionados, Silva Pereira disse ainda que trata-se de "um problema (do BPN) que não tem qualquer semelhança com outros prestigiados bancos europeus que, em virtude da crise financeira, entraram em dificuldades".
Silva Pereira remeteu no entanto para as Finanças qualquer esclarecimento sobre se o Governo planeia injectar mais 500 milhões de euros no banco. O ministro também recusou fazer qualquer comentário sobre o acordo parassocial da Galp, que expira amanhã.
In DE, por Pedro Latoeiro, 30/12/2010

Manuel Alegre: "Ninguém está eleito, nada está resolvido"



No rescaldo do debate mais aceso e mais visto destas eleições presidenciais, Manuel Alegre fez um balanço e afirmou que “ninguém está eleito, nada está resolvido”. Em entrevista ao SAPO, o candidato presidencial desvalorizou as sondagens e garantiu que vai lutar por uma segunda volta.
Apesar de ontem, depois do debate, ter referido que este frente-a frente reactivou a campanha eleitoral, Manuel Alegre relembrou que “a campanha tem estado sempre activa”. No entanto referiu que “algumas pessoas é que estariam interessadas que não houvesse campanha”. Para Manuel Alegre, o debate de ontem contribuiu “para as pessoas perceberem que ninguém está eleito, nada está resolvido”.
No debate, Cavaco Silva adoptou uma estratégia de ataque imputando a Manuel Alegre repetidas acusações de que o actual Presidente estaria a destruir o Estado social. Mas o antigo deputado socialista defendeu-se afirmando: “Nunca o acusei de ter destruído o estado social, o que eu digo é que ele nunca se pronuncia”.
No que diz respeito a sondagens, o último barómetro da Marktest para o Diário Económico e para a TSF dava uma maioria confortável de 78,3% ao actual Presidente, uma situação que não incomoda Manuel Alegre, que diz estar “formado” neste assunto.
O candidato presidencial apoiado pelo PS e BE relembrou as últimas eleições quando, a dias da votação, Cavaco Silva tinha uma grande vantagem sobre Manuel Alegre. “Das duas uma”, afirma, “ou as sondagens enganam ou então Cavaco Silva perde muitos votos em campanha”.
Manuel Alegre garante estar a lutar por uma segunda volta e diz que não vê razões para tal não acontecer. Contudo, afirma que quem poderá estar preocupado com essa situação é o candidato Cavaco Silva. “Ele é que estava muito crispado e muito nervoso no debate de ontem, se está tão certo das sondagens não sei porque é que está tão nervoso”, concluiu.
O frente-a-frente de Cavaco Silva e Manuel Alegre foi o mais visto de todos os debates entre candidatos para as eleições presidenciais e foi também um dos mais tensos.


"Se [Cavaco Silva] está tão certo

das sondagens não sei porque é

que está tão nervoso"

Manuel Alegre



Não perca, na próxima semana, a continuação da entrevista de Manuel Alegre ao SAPO.



In Sapo por, Rita Afonso, 30 de Dezembro de 2010

O DEBATE PRESIDENCIAL - MANUEL ALEGRE VERSUS CAVACO SILVA

O DEBATE PRESIDENCIAL - MANUEL ALEGRE VERSUS CAVACO SILVA

Manuel Alegre e Cavaco Silva apresentaram ontem, clara e inequivocamente, duas formas diferentes de estar e pensar a política e a sociedade. Apesar de ambos terem afirmado não estar na corrida eleitoral para, gratuitamente, derrubar e ajudar a eleger governos, o facto é que Cavaco Silva preferiu afirmar não dever prescindir do uso dos seus poderes, deixando antever uma eventual dissolução da AR em caso de intervenção do FMI (a qual, reconheça-se, disse só ser justificável após a intervenção do Fundo de Estabilidade Europeia), enquanto Manuel Alegre considerou que, a não piorar a situação económica, o Governo está em condições de continuar a governar... A este propósito, cabe perguntar se a dissolução da AR, mesmo em caso de intervenção do FMI, terá efectiva utilidade uma vez que se não conhece nenhum programa de intervenção económica proposto no espectro partidário, capaz de ultrapassar a crise e dar ao país a estabilidade e a criação de emprego de que a população precisa, tanto mais que, como diz, Manuel Alegre, todos, incluindo Cavaco Silva!, são responsáveis pelo estado a que chegou a economia nacional.
De qualquer modo, para além do tom agressivamente despropositado com que o actual PR abriu o debate, provavelmente na presunção de que Alegre seria um adversário fácil, a prestação de Cavaco Silva não foi, nem de longe!, tão sedutora para a opinião pública como as anteriores! Manuel Alegre confrontou o seu adversário com factos (e não, como pretendeu Cavaco Silva, com insinuações!), de forma correcta, frontal, séria e relevante para o país, demonstrando com essa evocação que:
a) as escolhas do candidato apoiado pelo PSD e do CDS, no que se refere a muitos dos seus mais relevantes anteriores colaboradores (designadamente, os que protagonizaram os crimes do BPN e da SLN) foram, no mínimo!, irresponsáveis e imponderadas já que esses colaboradores, usufruindo da influência política adquirida no exercício das funções para que foram nomeados por governos liderados pelo actual PR, desenvolveram uma promiscuidade entre política e negócios inequivocamente grave;
b) que o caso da suspeita de escutas à PR foi politicamente usado pelo actual re-candidato, de forma inaceitável do ponto de vista ético, uma vez que os esclarecimentos que a matéria requeria, por implicar o regular funcionamento das instituições, vieram tarde e foram formulados de forma ambígua;
c) a incapacidade de resposta digna à incorrecta alusão do Presidente da República Checa à dívida portuguesa denotou falta de sentido de Estado por parte de Cavaco Silva.
A estratégia de Manuel Alegre, neste debate, alcançou dois grandes objectivos: por um lado, evidenciar uma prática política de Cavaco Silva que contraria a pretensa imagem de correcção que o seu discurso exibe como se fosse a sua actuação fosse perfeita e inatacável e, por outro lado, criar na opinião pública, a esperança de que a sua actuação não produziria tais incorrecções (a saber: trabalhar com pessoas e escolher apoiantes que pratiquem promiscuidade entre política e negócios; manipular suspeitas para criar uma imagem negativa do funcionamento institucional, contribuindo para denegrir, intencionalmente, uma governação partidariamente oposta à sua; ser passivo perante os ataques externos à dignidade do Estado português).
Depois deste debate, ficam claras para os portugueses algumas das diferenças essenciais no perfil político dos candidatos a Belém, para além do que anteriormente era dado como único argumentário, a saber, a defesa do Estado Social (com que, aliás, Cavaco Silva pretendeu identificar-se, afirmando defender a saúde para todos e não pretender destruir o Estado Social -sem, contudo, defender a Escola Pública e a Segurança Social com a assertividade com que o faz Manuel Alegre). Assim, dado que Cavaco Silva nada disse de novo e não respondeu com a firmeza e transparência que se lhe requeria neste momento, se algum dos candidatos saiu a ganhar deste debate foi, sem dúvida alguma, Manuel Alegre.

in “A Nossa Candeia”, por Ana Paula Fitas

Os “médias cavaquistas”não ditarão o meu voto !

A algumas semanas do “grande” dia da eleição presidencial, o menos que posso dizer, é que os “ médias” cavaquistas pensam e já afirmam a quem os quer ver e ouvir que o líder deles [ Cavaco Silva ] ser de novo Presidente da República. Eles afirmam tal porque pensam e deixam a pensar ao povo, e dizem “muito alto” que os outros candidatos não têm estatura presidencial.
Para estes “peritos” da informação, pouco importa os programas defendidos por este ou aquele candidato à Presidência. O que lhes interessa são os "slogans" que não querem dizer nada. Quanto ao conteúdo político e social, ele deve “andar não sei em qual esconderijo”, e por isso não deve vir para a rua, nem para as consciências, nem para os ouvidos, nem orelhas do povo.
De qual maneira pode ser justificada a candidatura de Cavaco Silva e a sua eventual eleição a um segundo mandato? Se faço parte daqueles que “conheço” e li as linhas gerais e o programa político dos outros candidatos, o do inquilino (provisório) de Belém … nem pinta !
Conheço e tenho em memória aquilo que Cavaco Silva fez, e a maneira como atuou em tanto que Primeiro Ministro. Os apadrinhamentos . Uma corrupção que não baixou no país. Uma lamentável actuação em tanto que Presidente da República dentro e fora do país.
Vamos nós portugueses em tanto que povo soberano e democrata, ter que o suportar mais anos um segundo mandato feito "do nada" políticamente como essa aceitação de ceder a base dos Lages (Açores) para invadir um povo e uma país como o Iraque ser invadido pelas tropas do gigante americano?
Vamos continuar a suportar um Presidente, que afirmava que ele defenderia os direitos dos cinco milhões de portugueses radicados no estrangeiro e que no final nada fez! Vamos continuar a suportar que ele deixe arrombar com o esqueleto que resta do Conselho das Comunidades, que ele ajudou a decepar e que não intervém para dizer : alto ao massacre !
Protestou este ou apoiou os portugueses radicados pelo Mundo fora quando, o governo (PSD) e o actual decidiram de encerrar os Consulados em diferentes partes do Mundo? Tem ele actuado ou criticado seja qual for o governo que passou pelo Palácio da Ajuda para dizer : atenção temos que ter uma outra política em direcção das nossas comunidades, porque há um viveiro empresarial, intelectual e cultural que pode ser aproveitado pelo país.
Cavaco Silva, como " outros" nada fez por ninguém, e no meu ponto de vista ser eleito Presidente da República para ser um Presidente que não pretende agir em direcção de todos os portugueses e agirá somente em direcção de uma casta, não me convém!
A maior reprovação que eu lhe posso fazer é de ele não ser o Presidente de todos os portugueses mas de alguns e do seu partido populista. O presidente eleito, não é eleito para servir uma casta, um partido ou os amigos, mas servir os interesses de todos os portugueses.
Por isso no dia 23 de Janeiro votarei contra ele, confiante no futuro, e na mudança em prol de todos os portugueses, que eles residam e trabalhem em Portugal, ou em qualquer parte do Mundo!
Os “médias cavaquistas”não ditarão o meu voto !
In Agorapress, por António Dias, chefe de redacção

mercredi 29 décembre 2010

Frente a frente Cavaco Silva - Manuel Alegre


Cavaco Silva acusou hoje Manuel Alegre de mentir quando o coloca contra o Estado social e de desconhecer a política externa, enquanto Alegre contrapôs que o Presidente permitiu humilhações no estrangeiro e confunde divergências políticas com insultos.
O debate entre os candidatos presidenciais Cavaco Silva e Manuel Alegre, na RTP, foi travado em tom tenso praticamente desde o primeiro minuto.
Logo nas suas primeiras palavras, Cavaco Silva queixou-se do candidato apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda de, "pelo menos 50 vezes", o ter acusado de destruir o Estado social. "É uma acusação sem fundamento. E eu tenho que demonstrar hoje aqui que ele [Alegre] andou a enganar os portugueses", disse, antes de dizer que o mesmo se passou com os ataques feitos por Alegre em relação ao seu conceito de cooperação estratégica.
Na política externa, o candidato apoiado pelo PSD, CDS e MEP acusou Alegre "de insultar os credores" do Estado Português, companhias de seguro, fundos de pensões, fundos soberanos, bancos internacionais e aforradores do mundo inteiro. "Portanto, eu estou ao lado do Governo na linguagem que utiliza, ao lado do governador do Banco de Portugal e ao lado do dr. Durão Barroso [presidente da Comissão Europeia]", disse Cavaco Silva.
Perante este extenso ataque, Alegre começou por lamentar que Cavaco Silva tenha permitido que em Praga fosse "humilhado" pelo presidente da República Checa Vaclav Klaus, e que na Madeira aceitou não se reunir com os partidos na Assembleia Legislativa Regional, cedendo a Alberto João Jardins.
Alegre lamentou que Cavaco Silva "confunda insulto com crítica política", criticou o Presidente da República por estar em silêncio perante os ataques especulativos dos mercados internacionais e de ser omisso em relação às correntes liberais que defendem o corte dos direitos sociais.
Outro ponto de ataque de Manuel Alegre foi o de colar Cavaco Silva às posições mais conservadores, dizendo que promulgou com incómodo leis que representaram "progressos civilizacionais" como a do aborto, do divórcio ou da paridade.
Perante as respostas de Manuel Alegre, onde imperaram as críticas sobre o poder desproporcionado dos mercados face aos Estados democráticos, Cavaco Silva voltou à carga sobre o papel do Presidente da República na política externa.
"Não atuarei na política externa como sugere Manuel Alegre, porque isso atingiria a dignidade do Estado Português. Um Presidente da República que se metesse num avião para bater à porta da senhora Merkel [chanceler germânica] ou do senhor Sarkozy [Presidente da França] não seria levado a sério, porque a política externa não se faz aos gritos na praça pública", contrapôs.
In DN, 29/12/2010

Comentário do Mandatário:
Pois... estou satisfeito por isto ter acabado, não sei aonde pararia esta maneira de analisar os debates. Já em dias anteriores as notas atribuídas aos candidatos me pareceram de uma objectividade condicionada pela vontade de manter toda a “fruta no cesto”.
Quando de entrada o Candidato ao seu próprio lugar acusa Manuel Alegre de mentir aos portugueses, sem que sequer se perceba porquê realmente, os espectadores ficam surpreendidos. Mas quando lhe são apontados casos concretos (Madeira, escutas a Belém e Checoslováquia por exemplo) não responde ou envia a resposta para o Site Internet!
Idem quando foi evocado o caso do BPN, com a novidade de empurrar culpas para a actual administração.
Só ouvi um comentador dizer que Manuel Alegre tinha sido digno na maneira de abordar o assunto. Faltou acrescentar simplesmente: Manuel Alegre foi digno. Digno, como deve ser um Presidente da Republica e fez entre outras uma proposta que vale todas as outras, a de dar uma nova esperança a Portugal, incentivando políticas diferentes.
No momento em que o país atravessa um crise como a actual e se ouve o Professor Cavaco Silva dizer que Portugal precisa de um presidente com a sua experiência, só pergunto:
Para que a Direita entre em força, para restaurar os bons costumes e que fique tudo na mesma esperando a próxima crise?
Aurélio Pinto

mardi 28 décembre 2010

Defensor Moura e Francisco Lopes concordaram hoje nas críticas ao Presidente da República


Os candidatos presidenciais Defensor Moura e Francisco Lopes concordaram hoje nas críticas ao Presidente da República, com o deputado socialista a afirmar que Cavaco Silva não tem sido «isento nem leal», e na condenação da nacionalização do BPN.
No debate televisivo transmitido pela TVI, o último em que ambos participam, ambos os candidatos apontaram responsabilidades do Presidente da República no combate à corrupção.
«O clientelismo e a corrupção são tolerados pelos portugueses, desde o mais baixo nível, da cunha, até ao alto negócio das parcerias público privadas e do BPN. O Presidente da República tem um papel muito importante nisto, que é o exemplo, tem de ser intolerante e não deve pactuar com negócios ilícitos, favorecimentos. Deve ser isento, deve ser leal e isso é uma coisa que o actual Presidente da República [Cavaco Silva, que se recandidata ao cargo] não tem sido», sustentou o deputado do PS Defensor Moura.
Já para Francisco Lopes (apoiado pelo PCP e Verdes), o Presidente tem o dever de procurar um entendimento entre os partidos «para acabar com as injustiças sociais e a corrupção e o nepotismo», criticando o «domínio do poder económico sobre o poder político» que disse existir actualmente.
In SOL/Lusa, 28/12/2010

lundi 27 décembre 2010

Os debates dos candidatos a Belém têm muito pouco interesse

Os especialistas concordam e as audiências não enganam: os debates dos candidatos a Belém têm muito pouco interesse. A fórmula não funciona e os temas não ajudam.

Os debates televisivos entre os candidatos presidenciais estão a gerar muito pouco entusiasmo.
«Monólogos», «desinteressantes», «pouco esclarecedores» e «monocórdicos» são alguns dos adjectivos utilizados para caracterizar os frente-a-frentes que já se realizaram até ao momento entre os cinco candidatos à Presidência da República.
«Estes debates não têm audiência nem qualquer interesse», avalia Marcelo Rebelo de Sousa. Na opinião do ex-líder do PSD, Manuel Alegre venceu dois debates - apesar daquele que o opôs ao deputado Defensor Moura ter sido «o mais chato e desinteressante» -, Cavaco venceu um, Fernando Nobre perdeu um e empatou outro, tal como Francisco Lopes.
Na mesma linha, Marques Mendes considera
que até aqui os debates «foram fraquinhos» e que «em bom rigor têm sido mais monólogos do que debates». O ex-líder do PSD diz mesmo que «do ponto de vista eleitoral são completamente neutrais, não dão nem tiram votos a ninguém». Marques Mendes considera que o seu candidato, Cavaco Silva, «tem estado bem», enquanto Manuel Alegre, apesar de ter ganho os dois confrontos em que já participou, «tem tido prestações aquém das que teve há cinco anos». Já Fernando Nobre «surpreendeu pela sua agressividade», mas Mendes tem «dúvidas de essa imagem agressiva lhe seja favorável». E se Francisco Lopes é visto como «uma cassete demasiado cinzenta, sem o brilho e a empatia de Jerónimo de Sousa», Defensor Moura «nem sequer conta para o campeonato».
In Sol, por Sofia Rainho
Comentário do Mandatário:
Pois, a fórmula não é das melhores, os candidatos não são vedetas mediáticas etc. etc. Mesmo se as opiniões acima expostas são de leaders do PSD, o certo é que Manuel Alegre venceu os debates em que participou (como já disse antes, gostaria de poder avaliar a objectividade de quem atribui as notas...) e outra coisa não seria de esperar pois a razão acaba sempre por vencer! Agora falta o do dia 29, será que nos permitirá uma melhor avaliação do que será o dia 23 de Janeiro?
Repito alegremente, a razão acaba sempre por vencer...
Aurélio Pinto

dimanche 26 décembre 2010

Tenho muito orgulho em ser um dos construtores da cidadania

“Tenho muito orgulho em ser um dos construtores da democracia” afirmou Manuel Alegre no frente-
a-frente com Fernando Nobre na TVI. Manuel Alegre considerou que Fernando Nobre preferiu falar do passado e “pessoalizar” a questão, enquanto ele preferiu “discutir questões políticas, que são essas que são importantes”. “Somos candidatos à Presidência da República e estamos aqui para discutir o que é que isso significa e o que cada um pensa para o país”, destacou Manuel Alegre.
“Tenho muito orgulho em ser fundador do sistema democrático e também estou aqui pelo futuro. Ninguém é proprietário do futuro”, disse, numa das respostas que deu ao médico, líder da AMI.
Ao longo de cerca de 30 minutos, o candidato presidencial Fernando Nobre fez sistemáticos ataques ao percurso político de Manuel Alegre, acusando-o em várias situações de “falta de coerência” política e, em contrapartida, reivindicou para si o pilar da “cidadania” na corrida a Belém.
Perante o discurso de ataque de Nobre, Manuel Alegre ripostou dizendo que “ninguém tem o monopólio da cidadania” e frisou que não gosta de políticos que se apresentam a debate “com uma ideia de superioridade moral”.
Manuel Alegre, que aproveitou para elogiar a prestação do candidato comunista Francisco Lopes no debate de terça-feira com Cavaco Silva, também na TVI, recusou a ideia de estar dependente dos partidos que o apoiam e considerou “perigoso” o estilo de discurso de Fernando Nobre, porque em democracia "somos todos responsáveis", lembrando que o fundador da AMI, ao candidatar-se à Presidência, também está a tomar parte do sistema.
Manuel Alegre considerou ainda um “sinal errado” a intenção do Governo de criar um fundo para indemnizações do desemprego, porque o importante é gerar emprego e realizar políticas de crescimento. Manuel Alegre voltou a demarcar-se das opções inerentes ao Orçamento do Estado para 2011, perante os ataques de Nobre que pretendia responsabilizá-lo por isso. Alegre recordou ainda, em resposta a uma pergunta de Constança Cunha e Sá sobre a greve geral, que sempre tinha afirmado que a recente greve geral era “um facto importante”, política e socialmente, e que os sindicalistas conhecem as suas posições nessa matéria.
No único ataque que fez a Nobre, Alegre criticou o líder da AMI por ter colocado em causa a universalidade do Serviço Nacional de Saúde, ao defender que “quem tem meios deverá pagar” os benefícios do sistema. Não podemos ter um sistema de saúde para ricos e outro para pobres, defendeu.
A moderadora do debate, a jornalista Constança Cunha e Sá, questionou Alegre se ele, tal como Cavaco Silva, também entende que o Governo falhará se o FMI vier a entrar em Portugal. Alegre respondeu com duras críticas ao atual Presidente da República: “Foi uma afirmação imprudente e que não deveria ter feito, porque dá um sinal negativo”. “Está a lavar as mãos dessa situação, acho que é uma quebra de lealdade institucional e está a dar um sinal lá para fora. Se o FMI vier, todos somos responsáveis, mas ele também é responsável como Presidente da República”, frisou Manuel Alegre.
23 de Dezembro de 2010

samedi 25 décembre 2010

Conto de Natal - Uma estrela

Uma noite de Natal, em Paris, eu estava sozinho. (…) Procurei o bistrot onde costumava comer uma omelete de fiambre.
Uma noite de Natal, em Paris, eu estava sozinho. (…) Procurei o bistrot onde costumava comer uma omelete de fiambre.
(…) Havia mais três solitários no bistrot, um velho de grandes barbas, um tipo com cara de eslavo, um africano. Convidei-os para partilharem comigo a garrafa de Porto, que não resistiu muito tempo. Encomendámos outras bebidas.- Conta uma história de Natal do teu país, pediu o velho.- Só se for a do presépio da minha avó.- Então conta.Eu contei. Era já muito tarde e o patrão disse-nos que queria fechar. Chegados à rua o africano apontou o céu e disse-me: Olha.E eu vi. Uma estrela que brilhava mais que as outras estrelas. Era uma estrela de prata. A estrela da avó. Brilhava no céu, brilhava outra vez dentro de mim, quase posso jurar que brilhava dentro dos outros três.Então eu perguntei ao africano como se chamava. E ele respondeu:- Baltazar.Perguntei ao velho e ele disse:- Melchior.E sem que sequer eu lhe perguntasse o eslavo disse:- O meu nome é Gaspar.Era noite de Natal e talvez ainda por magia da avó eu estava na rua, em Les Halles, com os três reis do Oriente, Magos, diria o meu pai.- E agora? perguntei a Baltazar.- Agora, respondeu o africano apontando a estrela, agora vamos para Belém.
24 de Dezembro de 2010, Por Manuel Alegre

jeudi 23 décembre 2010

Tantas notas gasta Cavaco... ou Cavaco Silva é o candidato que prevê gastar mais na campanha

Candidatura do actual Presidente da República apresentou o orçamento mais elevado para a campanha eleitoral. Manuel Alegre aparece em segundo lugar.
Cavaco Silva estima 2,1 milhões de euros de receitas, com mais de 1,5 milhões de euros provenientes de subvenção estatal e 550 mil de donativos e angariações de fundos. Nas despesas previstas, a maior fatia do orçamento do candidato apoiado pelo PSD, CDS e MEP destina-se a comícios e espectáculos, aos quais estão destinados 670 mil euros.
Manuel Alegre espera ter 1,9 milhões de euros de receitas, contando com 1,3 milhões de euros de subvenção estatal e 500 mil euros de contribuição de partidos políticos. «Estruturas, cartazes e telas» irão absorver a maior fatia das despesas previstas (num total de 1,6 milhões de euros), representando 490 mil euros dos gastos da campanha do candidato apoiado pelo PS e BE.
Fernando Nobre apresentou receitas esperadas de 842 mil euros, 511 mil dos quais provenientes de subvenção estatal e 331 mil de donativos, sendo a maior fatia da despesa prevista (331 mil euros) destinada à «concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado».
O candidato apoiado pelo PCP, Francisco Lopes, prevê gastar 800 mil euros na campanha, contando com 512 mil euros de subvenção estatal, 270 mil de contribuição de partidos políticos, e 16 mil euros de angariações de fundos. Estão destinados 200 mil euros para «publicidade, comunicação impressa e digital» e 200 mil euros para «estruturas, cartazes e telas».
Defensor Moura espera ter 250 mil euros de receitas, 225 mil dos quais provenientes da subvenção estatal, 20 mil euros de donativos e angariações de fundos e 5 mil euros de donativos dos proponentes da candidatura.
Botelho Ribeiro conta ter sete mil euros de receitas, inteiramente cobertas pela subvenção estatal, estando destinada a maior fatia da despesa (cinco mil euros) a «custos administrativos e operacionais».
José Manuel Coelho entregou hoje o orçamento e as assinaturas necessárias à candidatura no Tribunal Constitucional, não estando ainda o orçamento disponível.
Os orçamentos dos vários candidatos foram disponibilizados pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.
Têm direito à subvenção estatal os candidatos à Presidência da República que obtenham pelo menos 5 por cento dos votos. Vinte por cento do valor da subvenção é igualmente distribuído pelos candidatos com pelo menos cinco por cento dos votos e os restantes 80 por cento são distribuídos na proporção dos resultados eleitorais obtidos.
A subvenção para as eleições para a Presidência da República é de valor total equivalente a 10000 salários mínimos mensais nacionais.
In TSF, 23/12/2010
Nascer duas vezes:

Ricas notas tem Cavaco...

Defensor Moura pôs em causa a isenção e honestidade de Cavaco Silva, falando do caso do BPN. O recandidato a Belém, irritado, respondeu que não pode ser candidato quem «diz umas tretas e umas larachas». A troca de piropos continuou, até final, num debate em que não houve espírito de Natal
Cavaco Silva começou por dizer que «nem ia responder» aos ataques pessoais de Defensor de Moura, mas teve de o fazer. Confrontado com acusações graves de parcialidade, que incluiam o favorecimento de ex-governantes seus, em cargos públicos, e a posição do PR como accionista no BPN, ou o tratamento de privilégio de uma câmara do PSD, no Dia de Portugal -- caso que foi relatado por Defensor de Moura («tenho aqui os documentos») --, Cavaco perdeu a habitual fleuma e disse que o adversário alimentava uma «campanha suja».
À saída, Cavaco levantou-se e dirigiu-se à moderadora do debate na SIC, sem sequer olhar para Defensor Moura. A 24 horas da Consoada, o espírito natalício esteve ausente no confronto mais duro dos seis até agora realizados. Nunca ninguém tinha confrontado o PR desta forma.
Logo a abrir, o socialista que corre como independente, eu o mote: Cavaco não deve continuar em Belém porque «não tem isenção». E Defensor contou a história de ter, há dois anos, convidado o Presidente da República, como presidente da câmara de Viana do Castelo, para acolher as cerimónias do Dia de Portugal. Cavaco disse que sim, mas propôs que as cerimónias em Viana, autarquia socialista, decorressem ainda em 2008, por 2009 ser um ano pré-eleitoral.
«Eu compreendi, na altura. Mas depois [o Dia de Portugal] não foi em Lisboa, mas numa autarquia do PSD». Sobre este episódio, Defensor Moura ainda se queixa de ter gasto 165 mil euros numa tenda para a actuação da fadista Kátia Guerreiro, proposta pelo PR (a mandatária da juventude de Cavaco em 2006), sem que conseguisse comparticipação dos custos pela Presidência.
O 10 de Junho deste ano, numa câmara social-democrata [Faro, de Macário Correia, ex-governante de Cavaco] foi bem diferente, acusou Defensor.
Cavaco começou por recusar entrar na luta. «Não merece resposta porque não é uma crítica seria. Não vou perder tempo» e contra-atacou, exigindo um pedido de desculpas do adversário por ter dito qeu Cavaco tinha introduzido as SCUT (estradas sem custos para o utilizador) quando era primeiro-ministro. «Espero que peça aqui desculpa, a Ponte Vasco da Gamaera uma concessão, um candiato tem de saber a diferença». Defensor «enganou os portugueses aqui na televisão».
Depois de uma discussão técnica sobre a difernça entre SCUT, PPP (parcerias público-privadas) e concessões, na qual Cavaco atirou «vá ver nos livros» e Defensor concluiu que havia um ponto comum em todas estas formas de financiamento («O Estado fica com encargos prolongados»), o socialista aproveitou a Ponte Vasco da Gama para acusar Cavaco de favorecer os amigos.
«É relevante que um ex-ministro seu seja agora administrador», disse, referindo-se ao Ferreira do Amaral, ex-titular das obras públicas e agora responsável da Lusoponte.
Defensor elevou a parada dos ataques, relacionando ex-governantes de Cavaco a favorecimentos do PR. «Também no BPN [de que foi presidente outro ex-governante de Cavaco] houve muita tolerância com negócios ilícitos».
Neste caso, Defensor pôs ainda em causa a honestidade do PR: «Cavaco Silva soube beneficiar dos lucros chorudos do BPN», disse referindo os 145% de lucros obtidos em acções nominais.
Cavaco, neste ponto, já estava zangado. Depois de explicar que na privatização do BPN só agiu porque o Governo e o Banco de Portugal asseguraram que essa era a única forma de estabilizar o mercado financeiro, encarou Defensor Moura. «Há uma campanha desonesta e suja a que não vou responder», atirou. E jurou a sua honradez com um adágio: «Costumo dizer que quem quiser ser mais honesto do que eu tem de nascer duas vezes».
De seguida, enjeitou responsabilidades na actuação de seus ex-ministros. «O que é que tenho a ver com a vida profissional de peossoas que estiveram no meu governo há 25 anos?». E, comparando, com a família: «Se nem temos controlo sobre a vida dos nossos filhos depois de eles sairem de casa!»
Cavaco quis ainda esclarecer que não especulara ou obtivera lucros ilegítimos no BPN. «Eu e a minha mulher temos posto parte das nossas poupanaças do BPN», como noutros bancos, com a «indicação» aos bancos de «aplicar o melhor que puder» o dinheiro.
O casal Cavaco, assegurou Cavaco, fica «anos sem lhes tocar». E concluiu na resposta: «Essas campnahas desonestas e sujas nao peguem comigo».
O actual PR tentou a seguir fazer passar as suas propostas para o próximo mandato.
Garantiu que estará «sempre próximo das pessoas», «dos reformados», «dos empregados», definiu a estratégia de combater o desemprego e o endividamento externo. Respondendo a uma pergunta sobre a aprovação dos casamentos gay, disse «não sou Presidente de uma facção». E citou um professor da Universidade Católica (Cavaco começa a ser rotineiro a citar académicos e membros do PS) para responder ao seu eleitorado mais conservador: «Se o Presidente da República se conduzisse a todo o momento pelas sua convicções religiosoas e filosóficas não seria o garante das institutições».
Sublinhando os seus conhecimentos e experiência na economia e na política externa, não resistiu a atirar duas farpas. A primeiro: «Constato que não há uma única ideia para o futuro de Portugal». A segunda, directa a Defensor Moura: «Não se deve candidatar a Presidente da República por que se diz umas tretas, umas larachas»
O ambiente ficou definitivamente toldado. Defensor fez-se escandalizado. «Chamar tretas e larachas por favorecimentos...» e Cavaco retorquiu «Mentira!». Defensor voltou ao caso do Dia de Portugal para tirar uma ilacção: «É importante para ter credibilidade no exterior ter comportamento isento no interior».
A troca de galhardetes ainda levou Defensor Moura a acusar Cavaco de não ter coragem de olhar os adversários nos olhos e, invocando a sua experiência como negociador, no cargo que desempenhou de presidente da câmara de Viana do Castelo, garantir. «Não sou só portador de tretas e de larachas».
Os ataques a Cavaco, foram até à declaração final, após Defensor ter acusado o antigo ex-primeiro-ministro de ter desbaratado os fundos da União Europeia.
E, com mais acusações de favorecimento à mistura, Defensor disse também que o adversário também era ingrato. «Não é leal, como não foi com Fernando Nogueira [ex-número dois do último Governo de Cavaco, lançado por este para a liderança do PSD] e com Santana Lopes [uma referência a Cavaco ter 'tirado o tapete' a Santana quando este foi primeiro-ministro]»
Defensor ainda disse que o actual inquilino de Belém «não tem cultura política e não conhece a História». Mais uma insinuação, a terminar. «A corrupçao e o clientelismo são os principais cancros do pais e não vejo isso na boca de Cavaco Silva. Terá a ver com o seu percurso?»
Cavaco Silva, mais brando, no final, retorquiu que era uma «pessoa sensata» e, louvou as mulheres, nesta quadra, pelo papel especial a cuidar das crianças e a «fazer milagres» a equilibrar o orçamento doméstico, desejando Bom Natal aos portugueses. Depois, de rosto fechado, levantou-se em direcção a Clara de Sousa, livrando-se rapidamente do microfone, e sem olhar para Defensor Moura.
Este foi o sexto debate da série de embates presidenciais, o segundo de Defensor Moura e o terceiro de Cavaco Silva. Depois de Natal, faltam três frente-a-frente. O último é o esperado Cavaco vs. Alegre.
In Sol, por manuel.a.magalhaes@sol.pt

Nota do Mandatário:
Ricas notas tem Cavaco.
Pois... quando se vê o debate e quando se lê o artigo acima, como é que se justificam as notas atribuídas a Cavaco Silva?
Tenho de pedir opiniões a outros observadores para tirar algumas dúvidas no que diz respeito à objectividade... e não falo só deste debate!
Aurélio Pinto

mercredi 22 décembre 2010

Manuel Alegre e Fernando Nobre quase não tiveram tempo para falar de Cavaco.

No 'derby' da área socialista, Manuel Alegre e Fernando Nobre quase não tiveram tempo para falar de Cavaco. Sobre o apoio do PS do BE, Alegre virou o bico ao prego: «Se até consigo unir duas coisas que parecia impossível unir, significa que estou em condições de unir os portugueses». Nobre considerou «um insulto» a tese de que foi «empurrado» por Mário Soares.
Não perderam a calma, mas usaram todos os argumentos no debate que poderia definir a orientação de voto de muitos socialistas que não morrem de amores por Manuel Alegre. No ataque mais esperado, já recorrente, Alegre transformou o 'handicap' de ser apoiado pelo PS, no Governo, e pelo BE, na oposição, numa vantagem, caso chegue a Belém.
Dizendo que não estava «capturado» por nenhum dos partidos, Alegre, com bonomia, defendeu-se do «estereótipo» que lhe tinham colado: «Ser apoiado pelo PS e pelo BE até bom. Se até consigo unir duas coisas que parece impossível unir, isso significa que estou em condições de unir os portugueses». Acrescentou, que sempre foi independente, lembrando que tinha votado contra todas as revisões constitucionais, ao arrepio do seu partido.
Fernando Nobre não esperaria muito para lançar um ataque massivo ao adversário. Primeiro ainda assegurou que não queria ser em 2011 o que Alegre fora em 2006 - o candidato da cidadania, contra os partidos. «De maneira nenhhuma! O meu percurso é diferente. Não estou a invocar a cidadania por oportunismo. A cidadania é o meu pilar».
Depois atirou-se ao socialista.
Dizendo que tinha «dificuldade em compreender» Alegre, lembrou que este, nas últimas presidenciais, dizia que Francisco Louçã [então candidato a Belém] era «o Cavaco do avesso». Continuando a revista pelo passado, criticou-o por ter dito, como deputado socialista, em 2007, que «o PS estava a destruir o Estado Social» e continuou com uma afirmação recente de Alegre numa entrevista: «Disse este ano que era mais importante ter uma cátedra em Itália do que ser Presidente da República».
Mas não era tudo. «Não vejo coerência quando há cinco anos se candidatou contra o candidato do seu partido e até disse que só tinha tomado a decisão de avançar depois de saber que Soares era candidato».
Estava lançada a 'bomba Soares' e o debate aqueceu. A moderadora do debate na TVI, Constança Cunha e Sá, aproveitou para perguntar se Nobre tinha sido 'empurrado' por Mário Soares para correr agora contra Alegre.
Nobre que já tinha justificado a candidatura, lembrando o seu passado, para concluir: «Depois de tanto ter recebido, cheguei que tinha chegado a hora de me dar», ofendeu-se.
«Isso foi a primeira picareta que me atiraram», um «insulto», para quem esteve [em acção humanitária no teatro de guerra de] Beirute em 1982, para quem tinha estado «num genocídio» e era um espírito livre.
Alegre não deixou escapar a oportunidade para atacar o candidato que mais invoca o seu currículo profissional. «Não gosto de pessoas que se candidatam com pretensa superioridade moral sobre os outros». Acrescentou uma farpa 'anti-soarista', manifestando que Nobre o critique por ter sido candidato contra o PS: «Parece que é mais do PS [que não moveu a Alegre um processo disciplinar] que os dirigentes do PS». O poeta ainda acrescentou que, antes dele, em 2006, Mário Soares tinha duas vezes votado contra o seu partido.
Sobre a 'cátedra em Itália', justificou que tinha dito isso num contexto de uma entrevista literária, «como metáfora» e «provocação».
Alegre ainda falou em Francisco Lopes, felicitando-o pela prestação televisiva da noite anterior, frente a Cavaco, e Nobre deixou claro que não aconselhará o voto na segunda volta, se não passar (algo que porém não admite). «Não sou dono dos votos. De cem mil, quinhentos mil ou um milhão», lançou, numa indirecta a Alegre, que em 2006 ultrapassou o milhão de votos.
Na fase final do debate, esteve em causa o posicionamento face ao Governo e a responsabilidadede Alegre na crise e o pretenso populismo de Nobre.
Nobre menorizou a participação do adversário no golpe democrático («Houve muitos, para além de Alegre») para sublinhar a sua responsabilidade pela situação do país, a quem tinha estado «34 anos nos corredores do poder», como deputado. «Não há maior [sinal] de falencia [deste regime] do que a fome». Alegre «tem que assumir o passado. tem de sentir que se acomodou».
Embora admitindo que tem responsabilidades, como todos os políticos, Alegre contra-atacou ligando Nobre a uma postura populista, perigosa.
«Todos somos responsáveis. Mas o Dr. Fernando Nobre também entrou no sistema. Penso que nãoo está aqui para derrubar o sistema. E faz um discurso que tem os seus riscos. Houve erros [falou da fome] mas é preciso ter cuidado». Alegre continuou a demolir o 'discurso anti-políticos' com uma conclusão forte.
O combate à fome, ao desemprego, argumentou Alegre, faz-se «dentro da democracia». É «muito perigoso alimentar sentimentos anti-politicos e até antidemocracia». Um candidato «tem a responsablidade de ter muito cuidado nas afirmações». O discurso «do homem providencial. Sabemos como isso acaba», concluiu, numa alusão ao regime salazarista.
Nobre protestou - «Era o que faltava. Não sou demagogo nem populista» - e insistiu num discurso social e na sua legitimidade como candidato.
Questionado sobre a sua posição perante as medidas de austeridade, Alegre voltou a dizer que não tinha que fazer apelos à greve geral e disse «que os sindicalistas não têm dúvidas sobre a minha posição» - uma referência, cifrada, para os espectadores, ao facto de ontem ter sido divulgado um documento assinado por sindicalistas da CGTP e da UGT, de apoio a Alegre, em que este candidato se compromete a defender os direitos laborais e o Estado Social.
Na inevitável discussão do Orçamento do Estado, Alegre sacudiu o seu comprometimento com o documento, mas assumiu que preferia ter um OE ao colapso que o contrário implicaria.
Sobre o anúncio recente, entre as 50 medidas do Governo, para a competitividade, da criação de um fundo para despedir trabalhadores, cujo financiamento levanta suspeitas de que será parcialmente custeado pelos trabalhadores, Alegre teve uma curiosa expressão para se eximir a uma opinião definitiva: «Primeiro, é preciso saber de onde vem a massa».
Antes das declarações finais, Nobre ainda fez uma pequena provocação, citando Miguel Torga, um poeta que andou na boca de Alegre, na campanha de 2006, insistindo que o adversário era um politico acomodado.
Resposta: «Nunca fui uma pessoa acomodada. Estou preparado para dialogar com todos, com os parceiros sociais». Finalmente, Alegre atacaou Cavaco: «Os portugueses estão cansados de discursos sem chama. Uma nação não é só numeros. Precisa de um Presidente que garanta os direitos fundamentais».
Teatral, Nobre virou pediu para falar directamente aos portugueses. «Sou livre e independente», disse, mas «exigente». «Não estou para continuar percursos que nos conduziram a um beco». E pediu aos jovens que «não se acomodem e que ousem sonhar».
Estava terminado o 'derby da esquerda socialista'. Sem gritos mas com bastante combatividade verbal.
In SOL, 22/12/2010

Alegre acusa Cavaco de ter quebrado a lealdade institucional com o Governo

O candidato presidencial Manuel Alegre criticou hoje Cavaco Silva por ter afirmado que o Governo falhará se o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrar em Portugal, considerando estas declarações "imprudentes" e uma "quebra de lealdade institucional".
A referência de Manuel Alegre à posição que Cavaco Silva assumiu na terça-feira, durante o debate que travou com o candidato comunista Francisco Lopes, foi também feita num frente-a-frente - e igualmente na TVI -, com o candidato independente Fernando Nobre.
A moderadora do debate, a jornalista Constança Cunha e Sá, questionou Alegre se ele, tal como Cavaco Silva, também entende que o Governo falhará se o FMI vier a entrar em Portugal.
Lusa, 22/12/2010

Manuel Alegre afirmou que não é candidato «nem da oposição, nem do Governo».

O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou esta quarta-feira, à saída do debate na TVI com Fernando Nobre, que não é candidato «nem da oposição, nem do Governo».
Alegre foi atacado por Nobre pelo facto de ser apoiado pelo partido do Governo, o PS, e pelo Bloco de Esquerda.
Manuel Alegre sublinhou ter «muito orgulho» no seu passado político e referiu que Fernando Nobre também «está no sistema agora».
Durante o debate, Alegre criticou Cavaco Silva pelas suas declarações sobre a fome e a pobreza, alertando para o risco de usar argumentos demagógicos.
Fernando Nobre, por seu lado, atacou Alegre por este não ter criticado o Orçamento de Estado para 2011, aludindo, mais uma vez, ao seu comprometimento com o actual Governo.
Alegre retorquiu que o Orçamento não é do seu agrado, mas frisou que seria dramático para o País se não houvesse um orçamento aprovado.
In DD, 22 de Dezembro de 2010

O candidato presidencial Manuel Alegre criticou hoje Cavaco Silva

O candidato presidencial Manuel Alegre criticou hoje Cavaco Silva por ter afirmado que o Governo falhará se o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrar em Portugal, considerando estas declarações «imprudentes» e uma «quebra de lealdade institucional».
A referência de Manuel Alegre à posição que Cavaco Silva assumiu na terça-feira, durante o debate que travou com o candidato comunista Francisco Lopes, foi também feita num frente-a-frente - e igualmente na TVI -, com o candidato independente Fernando Nobre.
A moderadora do debate, a jornalista Constança Cunha e Sá, questionou Alegre se ele, tal como Cavaco Silva, também entende que o Governo falhará se o FMI vier a entrar em Portugal.
Diário Digital / Lusa

mardi 21 décembre 2010

Boas Festas

A Equipe de Campanha de Manuel Alegre em França
deseja a
Todos os portugueses do Mundo
um
Feliz Natal
e um
Alegre Ano de 2011

Francisco Lopes acusou Cavaco Silva de ceder às pressões dos mercados e de “baixar os braços” perante a actual situação do País.

Francisco Lopes acusou Cavaco Silva de ceder às pressões dos mercados e de “baixar os braços” perante a actual situação do País.
“Quem quiser continuar a defender a pobreza, quem quiser ter sete meses de crise política, quem quiser ter mais gente no desemprego, pode continuar a dizer que não podemos ter Orçamento”, respondeu Cavaco Silva ao candidato do PCP, Francisco Lopes, que acusou o actual Presidente da República de ser a “voz dos mercados”.
Francisco Lopes alertou ainda para o facto de que “este Orçamento, apoiado por Cavaco Silva” irá “aumentar o problema” da falta de produtividade nacional e forte dependência externa, e deverá aumentar o desemprego e “reduzir as oportunidades para os jovens”.
“Milhares de portugueses vão ficar mais pobres”, avisou Francisco Lopes, sublinhando que o País precisa de perceber se “na Presidência da República está alguém que é a voz de Portugal ou que é a voz dos mercados”. O candidato comunista afastou ainda a hipótese de Cavaco não ter responsabilidades no documento que vai ditar o destino do País em 2011, reiterando que “não há nada que possa eliminar as responsabilidades que o candidato Cavaco Silva tem neste Orçamento do Estado”.
Por seu lado, o Presidente da República rejeitou as acusações de Francisco Lopes, e deixou o aviso: os mercados externos têm que ser respeitados, na certeza de que “se alguém insultar os mercados internacionais” vai haver “prejuízo para a economia nacional”. Na mesma altura, Cavaco congratulou-se por essas mesmas críticas, “felizmente”, não passarem além-fronteiras e referiu que é preciso ter muito cuidado com o que se diz na actual conjuntura: “Deus nos livre de termos um Presidente da República que não mede as palavras que diz”.
Cavaco Silva foi mesmo mais longe, durante a sua intervenção, e questionado sobre uma possível intervenção do FMI em Portugal, o Presidente da República afirmou que, a acontecer, vai significar que o Governo "de alguma forma" falhou.
No entanto, o candidato disse também acreditar que "o Governo vai desenvolver as acções necessárias" para que tal não aconteça.
"Sou candidato mas não deixo de ser Presidente"
O Presidente da República recusou-se ainda a falar da possível revisão constitucional que está a ser discutida no Parlamento, salientando que “sou candidato [a Belém] mas não deixo de ser Presidente da República. E sei que a revisão da Constituição é a única lei que o Presidente não pode deixar de promulgar. Como tal, também não pode entrar na discussão” visto que “deixaria de ser o garante da unidade nacional”, explicou.
Cavaco Silva reiterou também, mais uma vez, a sua intenção de exercer uma “magistratura activa para dar o meu contributo, é este o termo correcto, contributo, para a resolução” da actual crise.
O ainda Presidente afirmou ainda que tenciona lutar pelos apoios às pequenas e médias empresas, realçando que representam 97% do tecido empresarial português e que “precisam de ter apoio para desenvolver uma cultura de inovação”, disse.
Já nos minutos finais, Francisco Lopes afirmou que votar na candidatura de Cavaco Silva é beneficiar o “arrastamento do País para o atoleiro da pobreza” e instou os portugueses a escolher um dos dois caminhos representados por cada um dos candidatos. E prometeu ser “a voz de todos aqueles que são e fazem Portugal”, em caso de vitória.
Cavaco, por seu lado, reafirmou que “se merecer a honra da escolha dos portugueses, serei Presidente de todos os portugueses e comprometo-me a exercer uma magistratura de influência”.
In DE, por Margarida Vaqueiro Lopes21/12/2010

Alegre assina compromisso com dirigentes da CGTP-IN e da UGT

O candidato presidencial Manuel Alegre assinou um documento de compromisso com cerca de uma centena de dirigentes sindicais da CGTP-IN e da UGT, no qual promete usar todos os seus poderes para defender os direitos sociais.
Intitulado «Um compromisso entre Manuel Alegre e os trabalhadores», o candidato presidencial apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda recebe em contrapartida o apoio destes sindicalistas da UGT e CGTP-IN.
«Nós, sindicalistas e activistas sociais, comprometidos com o mundo do trabalho, a defesa do Estado social e dos direitos dos trabalhadores, identificamo-nos com este candidato que tem uma visão humanista de Portugal e não uma visão contabilística. Um homem para quem as pessoas são pessoas e não números», referem os sindicalistas apoiantes de Alegre.
Por sua vez, Manuel Alegre deixa uma garantia a estes sindicalistas: «Se for eleito Presidente da República ninguém contará comigo para pôr em causa o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, a segurança social pública ou os direitos sociais».
Manuel Alegre compromete-se assim «a usar todos os poderes presidenciais para defender a democracia, direitos políticos e direitos sociais, para defender os serviços públicos, para defender os valores do 25 de Abril que estão consagrados na Constituição da República».
O candidato presidencial apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda compromete-se ainda a lutar por defender «o direito dos jovens à esperança num futuro que garanta a dignidade humana, só plenamente alcançável com o direito ao emprego».
In Diário Digital / Lusa, 21 de Dezembro de 2010

Defender o território e a cultura

A defesa do território está longe de se esgotar na inviolabilidade das fronteiras. A salvaguarda do território, com o património e paisagens que o compõem e com as populações que o habitam e transformam, faz parte integrante da defesa da nossa cultura, da nossa identidade e, em última análise, da nossa sobrevivência.

O Presidente da República não pode fechar os olhos ao desordenamento territorial. O reequilíbrio entre o litoral e o interior é um desafio estratégico para a igualdade de oportunidades, para a preservação da agricultura e do mundo rural, para o combate aos fogos florestais, para a salvaguarda dos nossos valores ambientais e para um desenvolvimento sustentável.

É preciso combater as pressões especulativas sobre o solo fértil, que permitem ganhar dinheiro fácil através de mecanismos em que a corrupção e as promiscuidades ficam impunes. É preciso inverter esta tendência suicidária.

É preciso voltar a colocar na agenda política a questão da regionalização e da descentralização política e administrativa, visando o reequilíbrio e reforço da coesão territorial, sem pôr em causa a unidade nacional.

É preciso continuar a apoiar o aprofundamento das autonomias regionais, com sentido de solidariedade e exigência, como expressão de especificidades que ampliam a nossa geografia e a nossa história e enriquecem a diversidade do todo nacional.

É preciso também olhar para as nossas cidades, cujos centros se estão a desertificar. A proliferação de periferias desordenadas e o abandono dos velhos centros históricos criaram situações social e ambientalmente insustentáveis. É preciso qualificar os nossos subúrbios, redireccionar os nossos sistemas de transportes em benefício do transporte público e investir na melhoria do ambiente urbano. É preciso apoiar decisivamente a reabilitação e regeneração urbana como forma de re-habitar as cidades, criar oportunidades de habitação condigna e acessível, sobretudo para as gerações jovens, gerar emprego e redinamizar o comércio, a actividade económica e o turismo.

Ultimamente pude constatar que há, de diversos lados e diversas forças políticas, da CIP ao Bloco de Esquerda, passando pelo governo e por forças da sociedade civil, projectos de regeneração urbana. Se foi eleito promoverei o encontro e a tentativa de consenso entre todos, para que se inicie essa nova forma de criar riqueza, emprego e trabalho através da regeneração urbana.

O Presidente deve ser o defensor último e primeiro da cultura portuguesa, incluindo nela o património, a língua, a literatura, a arte, a ciência e o conhecimento. A nossa cultura é um instrumento de soberania e um traço essencial da nossa identidade e unidade nacional.

Consulte na íntegra o Contrato Presidencial aqui:
http://www.manuelalegre2011.pt/contrato-presidencial
par Manuel Alegre, mardi 21 décembre 2010, 15:55

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lundi 20 décembre 2010

Resumo de uma campanha solidária

Resumo de uma campanha solidária

Clik para ver:

http://www.youtube.com/watch?v=01Af5s8rxdU

Manuel Alegre recebe apoio de Jorge Sampaio

Jorge Sampaio manifestou hoje confiança nas
capacidades de Manuel Alegre para o “exercício solidário” do cargo de Presidente.
"Sabemos que vão ser ásperos e rigorosos os dias que o futuro próximo imporá aos portugueses. E que, do povo que somos, se espera um esforço colectivo de acreditar de novo, assente no estímulo que um amparo de um espírito solidário - o teu - poderá fortalecer", afirmou, dirigindo-se a Manuel Alegre.
Na apresentação do manifesto eleitoral do candidato presidencial apoiado pelo PS e pelo BE, no Centro de Congressos de Lisboa, Sampaio, que falou primeiro de improviso, observou que o mandato presidencial "é um exercício solidário" mas também solitário.
"Não é solitário se soubermos ter connosco a mais variada teia de portugueses vindos de toda a parte e se soubermos (...) falar com os portugueses e ser sentido por eles", disse Jorge Sampaio, que se emocionou ao ser aplaudido de pé.
Sampaio explicou que abriu uma excepção na "discrição" que o seu estatuto de ex-Presidente da República lhe impõe para manifestar confiança na capacidade de Manuel Alegre de "exercer de forma soberana mas dialogante as exigências solitárias do poder presidencial".
Na sessão, a mandatária nacional de Manuel Alegre, a deputada do PS Maria de Belém Roseira, afirmou que apoia a candidatura de Manuel Alegre em nome da "dignidade e dos direitos sociais", criticando a visão dos que entendem que a solidariedade significa caridade.
"Com a caridade, transformamos pessoas que podiam afirmar-se em pessoas que tem que agradecer", afirmou.
Manuel Alegre, que leu quase na íntegra o seu manifesto eleitoral, ao longo de mais de 30 minutos, disse que seguirá o exemplo dos anteriores presidentes da República Jorge Sampaio e Mário Soares.
"Comigo na Presidência da República, como aconteceu com Jorge Sampaio e com Mário Soares, os portugueses terão alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do país", disse.
Para além de dois ministros - Jorge Lacão e Alberto Martins - Alegre contou com a presença dos deputados socialistas Vera Jardim e Strecht Ribeiro, do presidente do PS, Almeida Santos, do secretário-geral da UGT e de várias figuras do futebol, entre as quais o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. ´
O ex-secretário de Estado do anterior Governo PSD Henrique de Freitas também marcou presença, tal como os deputados e dirigentes do BE Luís Fazenda, Helena Pinto e Heitor Sousa e o renovador comunista Carlos Brito, entre outros.
In Económico com Lusa, 19/12/10 18:35

Histórico socialista será "aliado do Governo" a "procurar novas soluções"


Manuel Alegre apresentou ontem o seu "contrato presidencial". Promete ser um "moderador político e social".
Numa afirmação que acrescentou de improviso ao seu "contrato presidencial", Manuel Alegre prometeu ser um "aliado do Governo", no papel de "inspirador de debates sobre as mudanças de que precisamos", debate que propõe porque "é altura de não repetir os erros que estiveram na origem desta crise" e de "procurar novas soluções, sob pena de uma crise muito grave se transformar numa espécie de terceira grande depressão".
Foi ontem, na velha FIL da Junqueira (Lisboa), perante mais de meio milhar de apoiantes - entre os quais o ex-presidente da República Jorge Sampaio e o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.
No "contrato" distribuído aos jornalistas lia-se: "Como presidente, serei o inspirador de debates sobre as mudanças que precisamos [...]." Na verdade, disse: "Como presidente serei, sem me substituir ao Governo, como aliado do Governo, o inspirador de debates sobre as mudanças que precisamos [...]." Acrescentando: "Promoverei o diálogo entre todas as forças políticas e todos os parceiros sociais, porque precisamos de convergir num desígnio nacional que nos permita criar em Portugal, como diria António Sérgio, as condições concretas da liberdade e do desenvolvimento em que todos tenham lugar."
Ser um "moderador social" além de um "moderador político" é um dos compromissos de Alegre. Reclamando-se, na leitura dos poderes presidenciais, um seguidor de Jorge Sampaio e Mário Soares (o que lhe mereceu fortes aplausos), disse que, sendo eleito, os portugueses terão em Belém "alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do País". E o mesmo é dizer que o contrário de "alguém que a coberto do ambíguo conceito de 'cooperação estratégica' assume a ideia de uma partilha de governação susceptível de gerar conflitos institucionais".
Alegre garantiu ainda que irá "vigiar a ocorrência de conflitos de interesses entre o mundo político e o mundo económico, o poder mediático e de um modo geral todos os poderes fácticos não sufragados nem legítimos".
Antes dele, Jorge Sampaio salientou que o "espírito solidário" de Alegre é do que se precisa para os "ásperos e rigorosos" dias que se aproximam. A candidatura divulgou também a comissão de honra, que José Sócrates e Francisco Louçã integram.
In DN, por João Pedro Henriques, 20/12/2010

dimanche 19 décembre 2010

Apresentação da Comissão de Honra

Coube a Maria de Belém, mandatária nacional, fazer a apresentação da Comissão de Honra, uma lista de 1918 personalidades, constituída por cidadãos e cidadãs das mais diversas áreas profissionais, do desporto a vários quadrantes da política, passando pela medicina, religião, cultura e sindicalismo,que assim dão público testemunho do seu apoio à candidatura. Entre os seus membros, encontra-se Jorge Sampaio, ex-Presidente da República, que usou da palavra e, num registo afectivo e bem humorado, explicou as razões que o levam a assumir o apoio a Manuel Alegre, num momento de tão grave crise nacional.
Outras personalidades como os líderes do PS, José Sócrates, e do Bloco de Esquerda, Francisco Louça, assim como o ex-secretário Geral do PS, Eduardo Ferro Rodrigues e o deputado socialista António José Seguro, integram a lista que inclui ainda, entre outros, o líder parlamentar socialista, Francisco Assis, os ministros da Saúde, da Justiça e da defesa, respectivamente Ana Jorge, Alberto Martins e Augusto Santos Silva e ainda o secretário-geral da JS, Pedro Alves.
O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, são outros dos nomes que integram a comissão, a par do deputado do BE José Soeiro, os eurodeputados Miguel Portas (BE) e Edite Estrela (PS), o ex-líder comunista Carlos Brito e os autarcas de Lisboa António Costa, presidente da Câmara, e a vereadora Helena Roseta.
Da área do desporto constam, entre outros, os nomes dos treinadores de futebol António Oliveira, Carlos Manuel, Manuel Fernandes, Manuel José e Augusto Inácio, do campeão mundial de tiro António Paulo Cleto, e ainda de Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica.
Da área sindical constam o secretário-geral da UGT, João Proença, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, José Carlos Martins, Maria Luísa Marques da Comissão Executiva da CGTP-IN, Paulo Sucena, ex-secretário da FENPROF, e os dirigentes Ulisses Garrido e Florival Lança.
Da área cultural, além dos escritores valter hugo mãe, Baptista Bastos, Hélia Correia, M.ª Teresa Horta e José Manuel Mendes, fazem parte o fotógrafo António Homem Cardoso, o escultor João Cutileiro, e o actor Rui Mendes.
Da área das ciências sociais incluem-se o arqueólogo Cláudio Torres e os historiadores Fernando Rosas e António Reis.
Da área da música constam o compositor Carlos Alberto Moniz e os cantores Jorge Palma e Lena d'Água.
Da área da comunicação social estão, entre outros, Alfredo Barroso, António Macedo e João Malheiro.
O médico acupuntor Pedro Choy e os médicos Maurício Chumbo, José Manuel Boavida, e Francisco George, são outros nomes que integram a Comissão de Honra que inclui ainda o marquês de Fronteira, Fernando J.F.C. Mascarenhas, presidente da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, o ex-reitor da Universidade de Coimbra Rui Alarcão, o arquitecto João Paulo Bessa, o padre católico Costa Pinto e o embaixador António Franco.



19 de Dezembro de 2010


Veja a lista completa da Comissão de Honra

Alegremente em Metz




"A Secção do Partido socialista português convida os seus militantes, os simpatizantes e os apoiantes da candidatura do Manuel Alegre de Metz e da Moselle, para uma visita do Centro de arte moderna e contemporânea, Georges Pompidou-Metz. Além da descoberta de uma obra de arquitectura sem comparação no mundo, convida-se para uma viagem através do século XX e das suas obras primas. Porque não evoluímos mas sim viajamos, sempre tal como o nosso Fernando Pessoa. O grupo seguirá viagem com rumo ao Grand comptoir na Place de la Gare, dita do Général De Gaulle, situada próxima, para um encontro Alegre. Tratar-se-á de um momento de apresentação das ultimas notícias da campanha em França e na Europa, com outro passeio pela imprensa portuguesa do dentro e do fora. Entregar-se-á a mensagem do candidato às Comunidades como as mensagens dos militantes e mandatários a Portugal. Antes de chegarmos ao desejo de um ano de 2011 Alegre, apresentamos os nossos votos sinceros de umas festas natalícias felizes, para todos os Portugueses, que honramos do nosso brinde tradicional com cheirinho de Mirabelle* da Lorraine, no café, com certeza!"


Por Nathalie de Oliveira

Manuel Alegre apresentou o seu "contrato eleitoral

Manuel Alegre apresentou o seu "contrato eleitoral
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http://videos.sapo.pt/rtp

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'Pela decência da democracia e pela transparência da vida pública'
Manuel Alegre afirmou hoje, no seu manifesto eleitoral, que se candidata a Presidente da República para defender a «cooperação institucional» assumindo o papel de «regulador e moderador político» em defesa do Estado Social.
«Comigo na Presidência da República, os portugueses terão alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do país», afirmou Manuel Alegre, no seu manifesto eleitoral à Presidência da República, que designou de «contrato presidencial».
Para Manuel Alegre, o Presidente da República é um «moderador político e social» que deve exercer um «magistério de proximidade e exigência» e «vigiar a ocorrência de interesses entre o mundo político e o mundo económico».
O candidato apoiado pelo PS e pelo BE defendeu no documento que não cabe ao Presidente da República governar e que está preparado para trabalhar com todos os governos, mas frisou que «não será neutro» em defesa do Estado Social, da Justiça «com autoridade e prestígio» e na defesa «dos direitos sociais».
«Não serei neutro, como nunca fui, na luta pela decência da democracia e pela transparência da vida pública, contra o clima permanente de insinuação e suspeição que mina a confiança dos cidadãos», afirmou.
Alegre deixou claro que utilizará «todos os poderes de que dispõe um Presidente da República para impedir a liberalização dos despedimentos através da eliminação do conceito de justa causa, porque a Constituição não é neutra e defende o elo mais fraco da relação laboral - o trabalho».
Se no futuro, referiu, algum governo ou Parlamento pretender «acabar com o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública e a Segurança Social Pública, eu estarei contra e exercerei, sem hesitações, o meu direito de veto».
No plano económico, Manuel Alegre defende que o país não pode ficar «refém de políticas de austeridade recessivas», e que Portugal deve «refazer o tecido produtivo».
O candidato presidencial criticou o actual Presidente da República, Cavaco Silva, que se recandidata, afirmando que «tem sido, tanto nos silêncios quanto nas intervenções sibilinas, um agente activo do lado do que está errado e um sonoro ausente do lado do que é justo: a defesa do Estado português e da legitimidade social que deve ter».
Por oposição a um Presidente «que é contra aquelas leis que mudaram os costumes e que, quando não as veta, é porque não tem coragem para o fazer», Alegre apresenta-se como uma personalidade aberta ao mundo, com uma visão de modernidade e sem «preconceitos conservadores».
A «coberto do ambíguo conceito de `cooperação estratégica', Cavaco Silva assume a ideia de uma partilha de governação susceptível de gerar conflitos institucionais», criticou.
No seu «contrato presidencial», Manuel Alegre defendeu a necessidade de voltar a colocar a regionalização na agenda política e, no capítulo sobre a Europa, defendeu a criação de taxas sobre as transacções financeiras.
in Lusa / SOL, 19/12/2010

Sócrates, Louçã e Seguro na Comissão de Honra de Alegre

Os líderes do PS, José Sócrates, e do BE, Francisco Louçã, e ainda o deputado socialista António José Seguro são algumas das 1600 personalidades que constituem a Comissão de Honra da candidatura presidencial Manuel Alegre que é apresentada hoje.
Também integram esta lista o presidente do PS, António Almeida Santos, e o escritor Valter Hugo Mãe.
In Diário Digital / Lusa, 19/12/2010

Manuel Alegre assume-se como regulador e moderador político em defesa do Estado Social


Manuel Alegre afirmou hoje, no seu manifesto eleitoral, que se candidata a Presidente da República para defender a "cooperação institucional" assumindo o papel de "regulador e moderador político" em defesa do Estado Social.
"Comigo na Presidência da República, os portugueses terão alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do país", afirmou Manuel Alegre, no seu manifesto eleitoral à Presidência da República, que designou de "contrato presidencial".
In Lusa, 19 de Dezembro de 2010.

samedi 18 décembre 2010

Alegre vs. Lopes: uma maioria de esquerda a 'malhar' em Cavaco

Veja o debate:
http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-pais/2010/12/reveja-o-debate-na-integra-entre-manuel-alegre-e-francisco-lopes18-12-2010-214148.htm

O candidato do PCP e o candidato apoiado pelo BE e pelo PS convergiram nos ataques ao actual PR. Alegre, porém, defendeu o euro e disse que teria aprovado este Orçamento. E o país, disse, «nem estava assim tão mal» antes da crise financeira, que é culpa dos especuladores e dos bancos
Manuel Alegre foi de esquerda («sou autor do preâmbulo da actual Constituição») mas também poupou o Governo, preferindo atacar os «especuladores financeiros» e os bancos. Francisco Lopes foi previsível ao tentar comprometer o adversário - por acção e omissão - com a crise do país. O confronto entre ambos foi brando, elegendo Cavaco Silva como alvo principal das críticas.
O momento mais surpreendente de Alegre deu-se quando disse «O país nem estava assim tão mal como isso», antes de o Estado ser ver, primeiro, obrigado a salvar os bancos, e depois na situação de um ataque cerrado dos especuladores, que são poderes não legitimados democraticamente e põem em causa o futuro de Portugal e da Europa. «O que são as agências de rating? São empresas privadas», fustigou Alegre.
Ao candidato do PCP, mais rígido na posse, coube um momento de humor inglês. Depois de ouvir Alegre admitir a legitimidade da candidatura «da tradição comunista» e que pode impedir algum eleitorado de se abster, respondeu cortante: «a candidatura de Manuel Alegre está em melhores condições que a minha de mobilizar os que estão de acordo com este Governo».
De facto, Alegre, adoptando uma postura de defensor da democracia e da Europa («de uma outra Europa», que não a «perversão» actual, ditada pelos especuladores e pelo egoísmo da Alemanha e França) conseguiu ao longo do debate minimizar os anti-corpos da ala socrática do PS. Quando o comunista o atacou por ter afirmado numa entrevista que este Orçamento do Estado era um «mal menor», explicou que a sua postura de Estado o levaria a aprovar o OE.
«Não gosto deste Orçamento», ressalvou (como Cavaco Silva, ontem, no seu debate com Fernando Nobre». Mas «não o aprovar» resultaria no «colapso» que levaria a falhar o pagamento de salários e pensões. Alegre disse ser contra a figura do «homem providencial» corporizada por Cavaco Silva, que no inicio do mandato se dizia interventivo mas se calou quando, com o país em crise, precisava de ser ouvido.
O socialista, se estivesse em Belém, já teria falado com Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. «Já tinha pedido uma audiência», disse, «com a humildade» de quem, nesta campanha, já esteve em França e na Alemanha, em contactos.
O futuro da Europa, defendeu pode não estar no eixo franco-alemão mas «na periferia», argumentou, invocando a capacidade que países hoje em dificuldades, Portugal, Espanha e Grécia, tiveram de, nos anos setenta, fazer transições para a democracia. Na actual crise, «o que compromete é a especulação financeira».
Cavaco foi o bombo da festa. Alegre diz que ele «enfraquece as leis» quando as promulga, mas com mensagens em que revela a sua discordância. Ironizou na defesa que o PR faz do mar, acusando-o de antes ter contribuído para desmantelar o sector das pescas: «Há quem queira voltar ao mar... é preciso é voltar à Terra».
Lopes disse que o actual PR enfraqueceu «a soberania» e levou, com o Governo, o país a estar sujeito «a um mecanismo de saque da banca». Cavaco quer combater a pobreza «com caridade em vez de solidariedade» do modelo social. O comunista não poupou ainda o Governo de Sócrates e atacou a entrada de Portugal no euro, comprometendo Alegre com essa decisão que considera ruinosa.
Em matéria de propostas, as novidades do debate moderado por Clara de Sousa, na SIC, foram poucas. Francisco Lopes, como solução para o estrangulamento financeiro do Estado, defendeu que o Governo procurasse financiar-se em Portugal.
No final, o candidato comunista apelou ao voto dos «que querem fazer ouvir a sua voz de protesto», enquanto o antigo deputado do PS falou aos jovens, lembrando os altos índices de desemprego, apesar de (mais um crédito ao Governo socialista) - a OCDE demonstrar que melhorou o nível de educação em Portugal.
«Não se pode congelar o futuro da juventude», terminou, com um modelo que não garante emprego.
Para variar, neste quarto debate entre candidatos presidenciais, foi pacifica a distribuição de tempo no final. Como pacífico foi o tom do debate. O inimigo principal está à direita.
In SDol, 18 de Dezembro, 2010Por Manuel A. Magalhães