vendredi 21 janvier 2011

Eis a razão

Parece impossível que um terço dos cidadãos portugueses, vivendo no estrangeiro se impliquem tanto por tudo o que se passa em Portugal.
É tão simples como isto, o único valor que partilhamos todos:

A nossa Língua e a nossa Pátria.

http://www.youtube.com/watch?v=m9vt29LvGt8


Aurélio Pinto
Mandatário da candidatura de
Manuel Alegre em França.

'As pessoas precisam de esperança'

A última arruada da campanha eleitoral de Manuel Alegre decorreu esta tarde pela Rua de Santa Catarina, no Porto, culminando com o candidato presidencial a subir a um autocarro para deixar uma palavra de esperança aos portugueses.
A arruada na baixa do Porto de Manuel Alegre reuniu hoje menos pessoas do que o habitual nestes contactos com a população de candidatos do PS, mas ainda assim ouviram-se gritos de apelo a Alegre, havendo muitos cidadãos a querer cumprimentá-lo.
O passeio pelas ruas da cidade começou na Praça da Batalha, e o candidato presidencial seguiu acompanhado pela sua comitiva, da qual faziam parte nomes como o líder da Federação do PS/Porto, Renato Sampaio, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, a secretária de Estado da Reabilitação, Idália Salvador Serrão, a governadora civil do Porto, Isabel Santos, entre outros.
A arruada seguiu pela Rua de Santa Catarina, onde Alegre foi ziguezagueando para poder cumprimentar apoiantes, lojistas e transeuntes.
No final, o candidato subiu a um autocarro panorâmico para dirigir algumas palavras aos seus apoiantes.
Aos jornalistas, Alegre disse, antes de entrar no seu carro, que «as pessoas precisam de esperança, quem lhes incuta confiança, não cinzentismo, não suspeição, não sombras».
«As pessoas querem sol, querem alegria, querem esperança», concluiu.
In Lusa/ SOL, 21/01/2011

Alegre acusa Cavaco de «caça ao voto» ao propor medidas


Alegre acusa Cavaco de «caça ao voto» ao propor medidas
O candidato presidencial Manuel Alegre acusou hoje Cavaco Silva de estar na “caça ao voto” quando criticou os cortes salariais e propôs em contrapartida um imposto extraordinário sobre rendimento, considerando estar-se perante “uma quebra de lealdade institucional”.
Em declarações aos jornalistas no final da arruada que hoje decorreu na baixa do Porto, Manuel Alegre comentou as declarações do presidente candidato, que em entrevista à Rádio Renascença defendeu que, em alternativa aos cortes salariais, o Governo poderia ter criado "um imposto extraordinário para todos os portugueses acima de um certo rendimento".
“Cavaco Silva como Presidente aprovou e apadrinhou o orçamento e esteve de acordo com os cortes de vencimentos e com as medidas que foram adotadas. Hoje, na véspera das eleições, veio propor um imposto extraordinário sobre os rendimentos e veio dizer que havia outras soluções que não os cortes dos vencimentos”, condenou.
Segundo o candidato presidencial apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda “isto é um candidato a desdizer um presidente, é uma quebra de lealdade institucional e demonstra também uma grande insegurança, caça ao voto, populismo e eleitoralismo”.
“Estou muito surpreendido mas, a essa insegurança, eu contraponho a confiança que encontrei ontem nas ruas de Lisboa e hoje nas ruas do Porto”, concluiu.
In Diário Digital / Lusa, 21/10/2011

Alegre quis dar esperança em última arruada no Porto


Alegre quis dar esperança em última arruada no Porto


Manuel Alegre almoçou em Santo Tirso e foi recebido por centenas de apoiantes no Porto, para a derradeira arruada da sua campanha. O candidato presidencial deixou duas críticas a Cavaco Silva e uma mensagem de esperança e alegria para os eleitores.
A arruada na baixa do Porto reuniu nesta sexta-feira menos pessoas do que o habitual nestes contactos com a população de candidatos do PS, mas ainda assim ouviram-se gritos de apelo a Alegre, havendo muitos cidadãos a querer cumprimentá-lo.
O passeio pelas ruas da cidade começou na Praça da Batalha, e o candidato presidencial seguiu acompanhado pela sua comitiva, da qual faziam parte nomes como o líder da Federação do PS/Porto, Renato Sampaio, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, entre outros.
Já no final da arruada Alegre disse, antes de entrar no seu carro, que “as pessoas precisam de esperança, quem lhes incuta confiança, não cinzentismo, não suspeição, não sombras”. Antes o candidato tinha dito, em cima do autocarro de campanha, que “nada estava decidido”.
Alegre iniciou o seu último dia de campanha em Santo Tirso, onde depois do almoço o candidato quis saber se Cavaco Silva cumpriu todas as obrigações fiscais na compra da sua casa de férias.
As críticas ao candidato social-democrata continuaram depois no Porto, quando Alegre acusou Cavaco de “caça ao voto” ao propor medidas alternativas aos cortes orçamentais, considerando estar-se perante “uma quebra de lealdade institucional”.

In Sapo, 21 de Janeiro de 2011

Sendo assim é um caso de polícia

Um caso de polícia
A Marktest realizou de 14 a 16 de Janeiro uma sondagem para o Diário Económico e TSF para analisar as intenções de voto nas eleições presidenciais do próximo domingo.
Os resultados desta sondagem, que dá a Cavaco Silva uma folgada vitória à primeira volta, têm sido amplamente divulgados durante o dia de hoje por toda a comunicação social e foram até objecto de debates e fóruns em estações de rádio e televisão.
Ora vejamos a ficha técnica da pretensa sondagem:
1. O universo é a população com mais de 18 anos e que habita em residências com telefone fixo;
2. A amostra é constituída por um total de 802 inquiridos e foi estratificada por 6 grandes regiões:
2.1. Grande Lisboa 156 inquiridos (19,5% do total);
2.2. Grande Porto 88 inquiridos (11,0% do total);
2.3. Litoral Norte 155 inquiridos (19,3% do total);
2.4. Interior Norte 181 inquiridos (22,6% do total);
2.5. Litoral Centro 129 inquiridos (16,1% do total);
2.6. Sul, mesmo incluindo a Península de Setúbal, 93 inquiridos (11,6% do total).
3. Do total dos inquiridos 802, responderam a este inquérito 22,6%, ou seja 181 inquiridos. Destes 35,6% responderam não sabe/não responde, isto é, só 116 responderam efectivamente a este inquérito e mesmo dentro destes ouve alguns indecisos que foram distribuídos proporcionalmente aos que declaram sentido de voto.
Vejamos agora qual é, de acordo com os últimos dados do INE, a distribuição da população portuguesa pelas 6 grandes regiões, em que este inquérito foi estratificado:
Na Grande Lisboa, reside 20% da população, no Grande Porto 12,7%, no Litoral Norte 20,1%, no Interior Norte 11,9%, no Litoral Centro 15,7% e no Sul 19,6%.
Em conclusão: a Marktest tendo por base a resposta de 100 inquiridos, foi este o nº avançado na TSF pelo Sr. Luís Queirós director da Marktest, e uma amostra que atribui aos residentes do Interior Norte um peso correspondente a quase ¼ da população do país, quando efectivamente o seu peso é de pouco mais do que 1/10 e atribuindo aos residentes na região Sul um peso de pouco mais de 1/10, quando o seu peso é de quase 1/5, conseguiu chegar aos brilhantes resultados que esta sondagem apresenta.
Com um pouco mais de esforço e esta sondagem ignorava a vontade dos cerca de 2 milhões de portugueses que residem a sul do País e atribuía aos residentes no Interior Norte, sempre tão esquecidos, um peso determinante no direito de decidir o sentido de voto de todos os portugueses.
Aquilo a que hoje assistimos, pelas suas possíveis implicações no sentido de voto de muitos portugueses, é um verdadeiro caso de polícia, que deveria obrigar as entidades responsáveis pelo acompanhamento destas pretensas sondagens a pura e simplesmente investigar aquilo que sucedeu e actuar, por forma a impedir que este tipo descarado de manipulações possa continuar a ser feito. Como se já não bastasse o silenciamento e deturpação, vêm agora empresas de sondagens que são autênticos burlões, procurar confundir e condicionar o sentido de voto de milhares e milhares de portugueses.
Fonte Internet,Lisboa, 19 de Janeiro de 2011

"Admito ser penalizado pela impopularidade do Governo"


Manuel Alegre garante que a sua candidatura presidencial continua a representar uma alternativa semelhante à que apresentou há cinco anos. E assume que PS e Bloco de Esquerda divergem muito, mas que conseguiram juntar-se nesta campanha. Com significado, diz.

Tem dito que o projecto de revisão constitucional do PSD visa o desmantelamento do Estado social. Mas também que não haverá revisão constitucional. Como é que se desmantela uma coisa através de um processo que está convicto de que não acontecerá?

Aquele projecto de revisão constitucional é mais do que isso, é um programa de governo, é um projecto estratégico de descaracterização do Estado social que não precisa de uma revisão da Constituição. Se houver uma nova maioria política e se houver um presidente compreensivo ou complacente, isso pode-se fazer sem fazer a revisão constitucional.

Acha que Cavaco Silva seria esse PR compreensivo, complacente?

Sim, até pelo discurso. Ele fala de saúde de qualidade, fala de educação de qualidade, mas nunca diz Serviço Nacional de Saúde, nunca diz educação pública. A visão que ele tem das questões sociais e da solidariedade social é uma visão sempre mais assistencialista do que sublinhada pela função social do Estado. Não falo da extinção do SNS; basta pôr em causa algumas características fundamentais para o reduzir, descapitalizá-lo. Fica um serviço pobre para pobres.

Tem elogiado a "coragem" de José Sócrates para travar o FMI.

Sim.

Ao mesmo tempo, tem sido crítico das medidas de austeridade que foram aplicadas, justamente para impedir essa assistência internacional. Como é que se trava o FMI sem a austeridade?

É que as medidas do FMI são estas medidas de austeridade multiplicadas, elevadas ao triplo ou ao quádruplo. Como aconteceu na Irlanda e na Grécia, eu sou contra essas medidas que estão a ser aplicadas aqui e em todo o outro lado.
E há alternativas?

Há sempre alternativas. Não vale a pena estar agora a discutir isso muito. Acho que Espanha, Portugal e Grécia deveriam ter-se concertado, sobretudo os socialistas desses países. Não sei se têm poder ou não para alterar, mas deviam.

Em Portugal, há alternativas a curto prazo a essas políticas que contesta?

Naquele momento em que o Orçamento foi aprovado, eu disse que era o menor dos males. Naquela situação concreta, seria muito pior uma situação sem OE do que com aquele, por muito mau que seja, por muito negativas que sejam as consequências para o futuro. Portugal precisa de endireitar as contas públicas; isso está fora de causa, e só qualquer irresponsável é que diz que não. Mas uma coisa é o rigor nas contas públicas, outra coisa é a austeridade. E o problema é conciliar o rigor nas contas públicas com estímulos à economia, com estímulos às políticas de emprego.
Se ganhar, qual será o futuro do diálogo entre a esquerda?

Não me candidato para promover soluções. Já disse que não é para fazer nem para desfazer governos. E tenho perfeita noção do que são as competências de um Governo da República. Eu não me candidato para governar. Não tenho cooperação estratégica nem magistratura activa, embora eu ache que todas as magistraturas são activas. Agora, acho que um presidente pode ter um papel numa situação destas. Além de papel inspirador, mobilizador e congregador.

Há cinco anos, apresentou-se como o candidato capaz de estabelecer esse diálogo e de promover uma alternativa. Hoje, apresenta-se como alguém que não está aqui para fazer nem desfazer...

Há uma ponte. De facto, o Bloco e o PS têm grandes divergências, contradições, antagonismos, mas convergiram na minha candidatura. Já tem algum significado.

Foi difícil fazer essa síntese, com essas divergências todas?

Não, porque não houve aqui nenhum equívoco. Como foi patente na primeira reunião da minha comissão política, onde estiveram alguns dos principais agentes do PS e do Bloco, ninguém estava ali para enganar ninguém. Estamos aqui para isto, para este objectivo. E, portanto, na prática, esse objectivo tem sido respeitado, tem sido cumprido. Não houve conflito nenhum. Mesmo os discursos, são discursos alinhados nos objectivos da candidatura e não outros. Neste momento há, não quanto às soluções, também uma convergência - o que já não é mau - na resistência ao FMI.

Se perder esse tal diálogo à esquerda vai ter um poderoso contratempo. Isso não o preocupa?

Esse é outro problema, mas estou aqui para ganhar. Não vou falar em cenários para depois da derrota. Estou aqui para ganhar. Acho que neste momento tudo está em aberto, tudo é possível, estou convencido de que pode haver uma segunda volta. Havendo uma segunda volta, tenho grandes possibilidades de ganhar.

Não receia trocas de acusações depois de uma eventual derrota?
Essas coisas podem sempre acontecer, mas não há nenhuma razão para acontecerem. Ninguém se queixou de ninguém, até agora. E numa campanha destas, as pessoas conhecem-se, também se estabelecem relações afectivas, até de amizade, e a política também é feita de afectos. Não quer dizer que isso leve a acordos. Isso está muito longe, porque os projectos políticos, infelizmente, são diferentes.
Admite, eventualmente, vir a ser penalizado pela impopularidade do Governo, pelo desgaste da imagem do primeiro-ministro?

Admito, com certeza. Admito que sim. Embora ache que as pessoas fazem uma diferença entre mim e o Governo. Na rua não ouvi tantas queixas como aquelas que estava a contar. Admito que sim. Mas a presença do PS também conta.
Admite ser penalizado?

Admito as duas coisas. São efeitos contraditórios. Admito uma relativa penalização, mas também uma maior mobilização de uma parte do eleitorado que sem o apoio do PS seria difícil conseguir.

Ficamos com a impressão de que a sua campanha sofreu algum desgaste quando recebeu o apoio do PS, por se ter tornado muito difícil fazer a síntese entre ser apoiado pelo PS e ser apoiado pelo Bloco. Foi uma espécie de abraço do urso? Condicionou?
Não. Ainda ontem falei sobre aquela coisa da...
... carga policial?

Da carga policial, sim.
Disse que o que está em causa é um combate de "vida ou de morte" pela democracia. Não foi longe demais?

Talvez. Mas eu não estava a falar da democracia. Estava a falar da democracia social, não estava a falar da democracia formal. Os direitos sociais são inseparáveis dos direitos políticos. Esvaziando ou enfraquecendo os direitos sociais, enfraquecem-se os direitos políticos. Mas nunca disse que a democracia formal estava em causa. São apelos de mobilização que se fazem na fase final de campanha.
Fernando Nobre, ontem, desafiou-o a esclarecer o que faria caso ele passe à segunda volta.

Como ele não passa, nem vale a pena estar a dar uma resposta.
E desafiou-o a si a desistir.

Pois. Eu ri-me. Não tenho nada contra o Dr. Nobre e não percebo o que é que ele tem contra mim. A campanha da candidatura dele nasceu contra mim.
Incentivada por quem?

Não tenho provas nenhumas de que ele foi incentivado por alguém e acho que as pessoas são maiores e vacinadas e também têm autodeterminação. Muitas vezes sou incentivado para fazer isto ou aquilo. Umas vezes faço, outras não.
Quem é que o incentivou?

Todos nós sabemos.
Mário Soares?

Gostaria de passar essa questão.
O caso BPN pode fragilizar Cavaco Silva se ele for reeleito?

Se ele for reeleito, acho que sai muito enfraquecido por não ter esclarecido esse caso e os outros.

E acha que ele não devia ter esperado pelo desfecho das eleições?
Acho que é muito mau do ponto de vista dele próprio, da República e da transparência democrática e do escrutínio que deve haver. São coisas desagradáveis. Eu também fui confrontado com situações desagradáveis. Procurei esclarecer, mas isso faz parte do eixo da democracia, em que a comunicação social tem um papel mais escrutinador. Até acho que devia ter mais, mais escrutinador. Essas coisas têm de ser respondidas porque são dúvidas legítimas. Ele autovitimiza-se, fala de calúnias, mas há ali perguntas que têm de ser respondidas! Imagine agora que aquilo se passava nos EUA!

Mas vai continuar a insistir no esclarecimento?
Já disse aquilo que tinha a dizer. O meu combate é político, não fui eu que insultei. Ele convive muito mal com a crítica, com o contraditório, com o debate. Revela uma grande insegurança.

Se analisarmos a situação, concluindo que Cavaco Silva foi usado - recebendo 140 mil euros para credibilizar um projecto bancário que viria a revelar-se delinquente -, considera essa análise equilibrada, justa?
É uma análise... Ele é um homem avisado, não é? Economista, depois primeiro-ministro durante dois anos, ministro das Finanças, é professor de Finanças... Conhece bem aqueles mecanismos, não é? Eu não sou economista, mas não me estou a ver deixar usar daquela maneira. Mas admito isso.

Há condições para este Governo chegar ao fim da legislatura?

Pode chegar. Depende. Não há nenhuma razão para não chegar, do ponto de vista da legitimidade e dos mecanismos democráticos. Pode cair com uma moção de censura, mas duvido que uma moção de censura apresentada pela direita passe.

Se o País recorrer à ajuda externa, o Governo tem condições políticas para continuar?
Não quero antecipar. Se eu for PR, ajudarei o Governo a resistir por todos os meios e procurarei tomar algumas iniciativas que o PR não tomou. Não vou ficar calado, não tenho esse respeito, quase religioso, pelos mercados financeiros.
Mas o Governo ficaria numa situação de grande fragilidade?

O País fica numa situação de grande fragilidade. Se lá estiver, verei o que se há-de fazer. Mas neste momento, estamos numa luta de resistência, de tentar impedir. Como PR, estarei nessa. Se formos muito encostados à parede, logo se verá.
As medidas que possam vir a ser propostas, caso esse cenário venha a verificar-se, terão de passar pela Assembleia da República e por promulgação do PR. Vetará essas medidas?

Opor-me-ei às medidas que impliquem a descaracterização daqueles serviços públicos que eu acho que são indispensáveis para o povo português. Opor-me-ei! Resistirei tanto quanto me permitirem os mecanismos institucionais e os poderes presidenciais - esse é um compromisso.
No quadro da revisão constitucional, há algum poder do PR que quisesse ver clarificado ou considera que está tudo bem?

Acho que o mandato do PR devia ser alargado para mais um ou dois anos e ser um único mandato. As coisas seriam mais claras. Faria aquilo que tem a fazer num mandato e não estaria no primeiro mandato a preparar o segundo.
In DN, por JOÃO PEDRO HENRIQUES e NUNO SARAIVA, 21/01/2011

“Está tudo em aberto nestas eleições”


“Está tudo em aberto nestas eleições”, diz Manuel Alegre
.No último dia de campanha, o candidato presidencial Manuel Alegre chegou hoje a Santo Tirso para um almoço com apoiantes, garantindo que continua tudo em aberto nas eleições, e voltando a acusar Cavaco Silva de fazer chantagem com os portugueses.
À chegada a Santo Tirso, Manuel Alegre foi questionado pelos jornalistas sobre qual o seu sentimento no início do último dia de campanha, no dia em que as várias sondagens dão a vitória na primeira volta a Cavaco Silva.
“Há cinco anos atrás, em vésperas de eleições, Cavaco Silva tinha sondagens muito mais favoráveis e eu muito mais desfavoráveis. Pois ele teve 50, 5 por cento e eu fiquei a menos de 30 mil votos da segunda volta”, recordou.
O candidato presidencial apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda disse ter todas as expetativas para estas eleições.
“Está tudo em aberto, estou muito calmo, muito bem disposto, muito confiante”, garantiu.
Alegre pediu ainda para que os portugueses “não se deixem intimidar por esta campanha de medo que está a fazer o candidato Cavaco Silva”.
“Ele nunca falou dos juros da dívida está a fazê-lo agora não para atacar os especuladores mas para dizer que é melhor resolver tudo na primeira volta. Isso é uma chantagem inadmissível sobre a escolha livre e democrática do povo português”, voltou a criticar.
À chegada ao almoço, o ex-dirigente socialista tinha à sua espera o movimento SOS, contra os cortes do Governo no ensino privado e corporativo, situação que aconteceu várias vezes ao longo da campanha eleitoral que hoje termina.
In Sapo com Lusa, 21/01/2011