jeudi 3 février 2011

“A nobreza está no combate”

Agradeço à mandatária e aos mandatários nacionais, ao director de campanha e a todos os que, nas Regiões Autónomas, nos distritos do continente e nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, me deram a honra de representar e coordenar a minha candidatura.
A todos agradeço, do fundo do coração, terem querido partilhar comigo uma luta que, à partida, se sabia ser tão desigual. Agradeço-vos terem-me ajudado a construir, apesar de tudo, uma nova e difícil esperança. E a todos peço desculpa pela frustração do resultado.
Mas fica a alegria e a fraternidade. Como me disse Camilo Mortágua no comício do Coliseu, “a nobreza está no combate”.
Foi essa nobreza que me destes a honra de partilhar comigo. Espero que algumas sementes tenham ficado, sobretudo nas jovens gerações que, com tanto entusiasmo, se empenharam nesta candidatura.
Outros combates virão. Haja o que houver, estaremos juntos. Pelos valores da esquerda, pela democracia, pelo Estado social, pela liberdade e pela igualdade.
Viva a República, viva Portugal.
Manuel Alegre
01-02-2011

vendredi 28 janvier 2011

Fim de uma batalha... fim de um BLOG

Caros amigos, Companheiros, Camaradas,
Este BLOG nasceu com o franco entusiasmo daqueles que tanto queriam um Portugal mais Justo e Solidário, por estas terras de França.
A sua missão foi de por em evidência o que nos parecia necessário saber durante a dura campanha em que participámos.
Os resultados foram tão distantes do nosso objectivo, quanto distante é a maneira de fazer política em Portugal daquilo que devia de ser.
O Nosso candidato é o MELHOR, o passado já o disse, o presente demonstrou-o, pela maneira exemplar como fez a sua campanha e pela elevada dignidade do seu discurso de fim. A História lembrará às gerações futuras a que ponto o povo se pode enganar (ou ser enganado) nas suas escolhas!
Manuel Alegre, enquanto o vento de Abril soprar nos nossos corações, será sempre o nosso candidato.
Ao encerrar agora este BLOG, quero agradecer ao staff de campanha em França a sua implicação, a toda a Direcção de Campanha em Lisboa os excelentes contactos que nos facultou e ao Deputado Paulo Pisco o apoio que deu, directa ou indirectamente, à nossa acção. Envio também um abraço fraterno a todos os mandatários que dos outros países nos prodigalizaram os seus incentivos.
Agradeço ainda e principalmente a Manuel Alegre, a honra que me deu ao me convidar para esta aventura e me permitir de constituir a equipa que o apoiou.
Aurélio Pinto.
Mandatário em França

Agradecimento de Nuno David


Também eu deixo aqui o agradecimento ao Duarte, ao Jorge e, claro, ao ManuelAlegre, que nos liderou e inspirou a todos.As amizades que ficaram são importantes, mas talvez o mais relevante destaseleições venha a ser a futura constatação de que esta colaboração entregente de diferentes quadrantes políticos no centro-esquerda e esquerdaportuguesas poderá vir a ser importante no futuro. Sem ingenuidades, poistratam-se de visões diferentes de governação, mas é com ensaios destes quese identificam as diferenças e, por conseguinte, também as convergências.Como tantas vezes tem acontecido, talvez estas eleições mostrem que o Manuel Alegre poderá vir a ter razão antes do tempo.Afinal de contas, não vencemos, quando o objectivo era ganhar. Mas o combateera, à partida, muito difícil. E não tivesse havido combate, entãoseguramente que o nosso adversário iria ter 5 anos bem menos complicados doque se afigura que irá ter agora.Finalmente, pela minha parte, que a pedido do Duarte fiz a ligação àcampanha nas comunidades fora de Portugal, com a preciosa ajuda do PauloPisco, é justo também felicitar os mandatários das comunidades, onde osresultados alcançados ficaram acima das expectativas. Se é verdade que nototal o resultado do Cavaco nas comunidades foi aproximadamente o mesmo queem 2006 (65%), constata-se que nos 11 países onde tivemos mandatários oManuel Alegre subiu consideravelmente em todos e o resultado de Cavaco foimanifestamente inferior ao de 2006, sendo mesmo raros os locais onde obtevemaioria. Desses 11 países, apenas em dois Cavaco não desceu. Em particular,no total da Europa, Cavaco Silva não passou de 46% (contra 49,6% em 2006).Desceu, portanto, em contracorrente com o território nacional. Os nossosmandatários no estrangeiro merecem os parabéns, os quais acrescentei em CCneste email. Realce-se que o resultado global nas comunidades só foicontrabalançado nos locais onde não tínhamos mandatários, o que realça aimportância de termos gente no terreno. São lições a fixar para o futuro.E pronto, contem comigo para os próximos combates.um abraço a todos, saudações alegres, socialistas e até à próxima.

Nuno David

mercredi 26 janvier 2011

CDS-PP pede demissão do ministro Rui Pereira

O CDS-PP argumenta que Rui Pereira "não soube ou não quis" dar resposta a "perguntas políticas" que sobre as dificuldades de votar na eleição presidencial.
Em declarações aos jornalistas no final da audição ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, na comissão de Assuntos Constitucionais, o deputado e porta-voz do CDS-PP, Nuno Magalhães, defendeu que o ministro "não tem condições para continuar no cargo".
Em causa, disse, estão um conjunto de perguntas que o deputado fez durante a audição que o ministro "não soube ou não quis responder", entre as quais "saber se foi feito um pedido de reforço" da dotação orçamental para o processo eleitoral e se o mesmo tinha sido rejeitado.
O deputado perguntou também se "houve ou não um reforço" da verba contratualizada com operadoras de telemóvel para o serviço de SMS 3838 -- para informação sobre o número de eleitor -- tendo em conta o aumento do número de cidadãos com novo cartão de eleitor.
Sobre esta questão, a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo, disse na reunião que nem todos os cidadãos com o novo cartão passaram a ter um novo número de eleitor, apenas aqueles que alteraram a morada, já que o número de eleitor é atribuído em função do Código Postal.
"São perguntas políticas que têm um responsável político. Se o responsável político não sabe ou não quer responder, pela nossa parte não vemos como tem condições para continuar a exercer as suas funções", afirmou o deputado Nuno Magalhães.
In Económico com Lusa, 25/01/11

Comentario:
Paris - Aurélio Pinto 26/01/11 15:51

Se todos aqueles que não respondem, por não saber ou não quer, às perguntas embaraçosas se demitissem, lá tínhamos que ir para eleições de novo, talvez com menos erros... a todo o ponto de vista!

mardi 25 janvier 2011

Não vale a pena « cantar de galo »

Lendo os resultados eleitorais na nossa velha Europa podemos constatar o seguinte:
Cidadãos inscritos: 89 878, votantes 4 886, seja 5,45%.
Em França inscritos: 61 887, votantes 2 130, seja 3,45%.
Cavaco Silva obteve 45,77% dos votos, os outros candidatos 54,23%.
Não vale a pena « cantar de galo », se só a Europa votasse o Sr. Presidente tinha de ir à segunda volta, e aí... “outro galo cantaria”!
Aurélio Pinto

lundi 24 janvier 2011

Em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate



http://www.manuelalegre2011.pt/Not%C3%ADcias


Amigos, companheiros e camaradasMuito obrigado pelo vosso afecto e pelo vosso apoio, sobretudo neste momento. Acabei de felicitar o candidato vencedor e desejar-lhe as maiores felicidades no exercício do mandato para que foi reeleito. Assumo pessoalmente esta derrota. Rejeito qualquer comparação com outras eleições. Cada eleição tem a sua dinâmica própria. Sempre valorizei a diversidade das candidaturas e nunca fiz qualquer apelo ao voto útil. Não é no momento de apuramento de resultados que vou mudar de opinião.
O meu objectivo era a passagem à segunda volta. Não consegui e por isso assumo a derrota. A derrota é minha, não é daqueles que me apoiaram.
Agradeço a todos os que se mobilizaram e empenharam por esta candidatura, no continente, nas regiões autónomas e também nas comunidades portuguesas, onde, sobretudo na Europa, obtive um resultado superior ao do continente.
Saúdo o Partido Socialista e sobretudo, muito especialmente, o meu camarada José Sócrates. Saúdo o Presidente do Partido Socialista e meu querido amigo Almeida Santos, que desde o princípio e em muitas ocasiões e em muitos comícios esteve, com a juventude do seu espírito, sempre a meu lado. Saúdo o Bloco de Esquerda, o seu coordenador Francisco Louçã e o Jorge Costa, que juntamente com o Duarte Cordeiro foram dois dos grandes organizadores da minha candidatura. Saúdo os outros partidos e movimentos cívicos que me apoiaram. Não é pelo resultado que enjeito os valores pelos quais em conjunto nos batemos. Estou certo que todos os que me apoiaram continuarão a lutar pela defesa e valorização do Estado social, do Serviço Nacional de Saúde, da escola pública, da segurança social pública e dos direitos laborais.
Em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber por que se luta. As minhas preocupações permanecem. Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor. Continuarei a lutar civicamente pela democracia, pelos valores da esquerda, pela República e por Portugal.
O meu combate político será o mesmo de sempre – a liberdade, a democracia e os valores de esquerda
Respostas às perguntas dos jornalistasO seu resultado ficou aquém do resultado de há 5 anos. Desta vez tem o apoio de dois partidos. O que é que falhou? Foi o apoio desses partidos?Manuel Alegre – Não, o apoio destes partidos está aqui bem demonstrado. Não falhou. Quem falhou foi eu não ter conseguido o resultado que pretendia, que era passar à segunda volta. Aliás, todos os candidatos, a começar pelo vencedor, tiveram também menos votos. Isso em nada diminui a legitimidade da sua eleição. Já o felicitei e desejo agora que a sua eleição contribua para a estabilidade política e social do país.
Disse que não se ganhavam eleições em Portugal sem o apoio do Partido Socialista. Há cinco anos o candidato apoiado pelo PS teve 14% dos votos. Agora o senhor teve menos do que teve como independente. Não acha que fez as contas mal?Manuel Alegre – Não se fazem as contas mal. Sabe, em política, o que é preciso é ter a coragem de travar os combates que é preciso travar. Eu nunca fui calculista, nunca fiz contas dessas. Sempre travei os combates que era preciso, no momento que era preciso. Contra a ditadura, depois da ditadura, no 25 de Abril. Já ganhei muitos combates, já perdi outros, é isso que próprio da democracia, é isso que faz a força da democracia.
Já ganhei com o Partido Socialista, que ajudei a enraizar na sociedade portuguesa, logo a começar no seu primeiro congresso na legalidade. Já perdi com o Partido Socialista. Não foi o Partido Socialista que perdeu este combate. Tenho muito orgulho em ter o apoio do meu partido, o Partido Socialista. Quem perdeu este combate fui eu, porque não consegui os objectivos que pretendia.
Queria perguntar-lhe se assume que pode ter sido vítima de um descontentamento em relação ao governo perante este resultado eleitoral?Manuel Alegre – Não, são coisas diferentes. Eu não era candidato do governo, era um candidato que se apresentou por decisão pessoal e que depois foi apoiado pelo Partido Socialista, pelo Bloco de Esquerda, por outros partidos, pela Renovação Comunista e agora mais recentemente pelo MRPP, por movimento cívicos que estiveram na origem da minha candidatura. Sou do Partido Socialista e portanto estou com o Partido Socialista também nos combates do Partido Socialista, para o bem e para o mal, quando é difícil e quando é preciso dar a cara. Porque também houve muitas situações em que o partido que deu a cara para defender a democracia e para fazer face à dificuldades económicas e sociais do país foi o Partido Socialista. Nem sempre estivemos de acordo, mas essa é a riqueza da democracia. Isto não tinha graça nenhuma se estivéssemos todos de acordo. E a riqueza e a força do Partido Socialista é sermos um partido plural onde há divergências, onde há liberdade.
A força da esquerda é também a sua diversidade e a sua pluralidade. Estiveram neste combate partidos que não têm o mesmo projecto de governo, uns estão no governo, outros estão na oposição – caso do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda – mas estiveram unidos neste objectivo de lutar pela Presidência da República. E esta diversidade é a fragilidade da esquerda mas é também a sua força e é aquilo que faz a sua originalidade e a sua alma. Seria uma monotonia se a esquerda tivesse aquele monolitismo que às vezes a direita tem.
Agora agradeço muito aos senhores jornalistas.
O meu combate político será o mesmo de sempre – a liberdade, a democracia e os valores de esquerda.
Manuel Alegre

dimanche 23 janvier 2011

Perder eleições não quer dizer perder convicções


Ouvi há pouco o discurso do meu candidato derrotado. Orgulho-me de ter apoiado incondicionalmente Manuel Alegre; por tudo o que ele fez toda a sua vida por Portugal, pela sua frontalidade e conduta de homem livre e pelo seu discurso de hoje. Enquanto ele tiver força para lutar espero ter forças para o apoiar!

O meu raio de acção limita-se à França mais particularmente a Paris, onde resido vai para quarenta e seis anos. Em 2006, apoiei espontaneamente com os meu amigos políticos, Manuel Alegre enquanto candidato independente, o resultado foi positivo.
Desta feita a seu convite fui Mandatário. Com muitos dos mesmos amigos e outros de outros partidos, fizemos o melhor que podemos para obter os melhores resultados possíveis, creio que conseguimos.

Num contexto Nacional onde o exemplo de não votar é flagrante, os residentes de França só votaram a 3,45% dos inscritos; é uma lástima enraizada há várias décadas e até à data pouco tem sido feito pelos diferentes Governos ou partidos para ajudar os que tentam mudar a situação.
No entanto, se em todo o Mundo se votasse como em França, Manuel Alegre estaria numa segunda volta com 37,71% dos votos e uma possibilidade de concretizar um total superior a 54% ao final. Em Bordéus (52,88%) e Nantes (52,38), teria ganho mesmo na primeira volta.

Há muito a fazer em Portugal para convencer os portugueses que participar na vida cívica é mais do que um direito...

Mas “o povo é quem mais ordena”, mesmo quando é menos de metade a votar, é ele quem mais ordena. Quando o povo compreender o significado desta tão cantada frase, talvez o destino do nosso país tome outro rumo.
Mas por enquanto é assim, o povo, globalmente, voltou a eleger para Presidente da República o Pr. Cavaco Silva. Está de parabéns, pois conseguiu convencê-lo. Resta-lhe agora ser o Homem que diz que é, fazer o que diz que faz, sem esquecer que mesmo os que não votaram este ano talvez um dia votem!
Lastimo porém a soberba da frase pronunciada no seu discurso quando fala da vitória da “dignidade contra a infâmia”. A dignidade não convive com frases destas!
Enviado ao Lusojornal a 24/01/2011, por Aurélio Pinto: Secretário Coordenador da Secção de Paris do PS português, Mandatário de Manuel Alegre em França.