dimanche 19 décembre 2010

Sócrates, Louçã e Seguro na Comissão de Honra de Alegre

Os líderes do PS, José Sócrates, e do BE, Francisco Louçã, e ainda o deputado socialista António José Seguro são algumas das 1600 personalidades que constituem a Comissão de Honra da candidatura presidencial Manuel Alegre que é apresentada hoje.
Também integram esta lista o presidente do PS, António Almeida Santos, e o escritor Valter Hugo Mãe.
In Diário Digital / Lusa, 19/12/2010

Manuel Alegre assume-se como regulador e moderador político em defesa do Estado Social


Manuel Alegre afirmou hoje, no seu manifesto eleitoral, que se candidata a Presidente da República para defender a "cooperação institucional" assumindo o papel de "regulador e moderador político" em defesa do Estado Social.
"Comigo na Presidência da República, os portugueses terão alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do país", afirmou Manuel Alegre, no seu manifesto eleitoral à Presidência da República, que designou de "contrato presidencial".
In Lusa, 19 de Dezembro de 2010.

samedi 18 décembre 2010

Alegre vs. Lopes: uma maioria de esquerda a 'malhar' em Cavaco

Veja o debate:
http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-pais/2010/12/reveja-o-debate-na-integra-entre-manuel-alegre-e-francisco-lopes18-12-2010-214148.htm

O candidato do PCP e o candidato apoiado pelo BE e pelo PS convergiram nos ataques ao actual PR. Alegre, porém, defendeu o euro e disse que teria aprovado este Orçamento. E o país, disse, «nem estava assim tão mal» antes da crise financeira, que é culpa dos especuladores e dos bancos
Manuel Alegre foi de esquerda («sou autor do preâmbulo da actual Constituição») mas também poupou o Governo, preferindo atacar os «especuladores financeiros» e os bancos. Francisco Lopes foi previsível ao tentar comprometer o adversário - por acção e omissão - com a crise do país. O confronto entre ambos foi brando, elegendo Cavaco Silva como alvo principal das críticas.
O momento mais surpreendente de Alegre deu-se quando disse «O país nem estava assim tão mal como isso», antes de o Estado ser ver, primeiro, obrigado a salvar os bancos, e depois na situação de um ataque cerrado dos especuladores, que são poderes não legitimados democraticamente e põem em causa o futuro de Portugal e da Europa. «O que são as agências de rating? São empresas privadas», fustigou Alegre.
Ao candidato do PCP, mais rígido na posse, coube um momento de humor inglês. Depois de ouvir Alegre admitir a legitimidade da candidatura «da tradição comunista» e que pode impedir algum eleitorado de se abster, respondeu cortante: «a candidatura de Manuel Alegre está em melhores condições que a minha de mobilizar os que estão de acordo com este Governo».
De facto, Alegre, adoptando uma postura de defensor da democracia e da Europa («de uma outra Europa», que não a «perversão» actual, ditada pelos especuladores e pelo egoísmo da Alemanha e França) conseguiu ao longo do debate minimizar os anti-corpos da ala socrática do PS. Quando o comunista o atacou por ter afirmado numa entrevista que este Orçamento do Estado era um «mal menor», explicou que a sua postura de Estado o levaria a aprovar o OE.
«Não gosto deste Orçamento», ressalvou (como Cavaco Silva, ontem, no seu debate com Fernando Nobre». Mas «não o aprovar» resultaria no «colapso» que levaria a falhar o pagamento de salários e pensões. Alegre disse ser contra a figura do «homem providencial» corporizada por Cavaco Silva, que no inicio do mandato se dizia interventivo mas se calou quando, com o país em crise, precisava de ser ouvido.
O socialista, se estivesse em Belém, já teria falado com Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. «Já tinha pedido uma audiência», disse, «com a humildade» de quem, nesta campanha, já esteve em França e na Alemanha, em contactos.
O futuro da Europa, defendeu pode não estar no eixo franco-alemão mas «na periferia», argumentou, invocando a capacidade que países hoje em dificuldades, Portugal, Espanha e Grécia, tiveram de, nos anos setenta, fazer transições para a democracia. Na actual crise, «o que compromete é a especulação financeira».
Cavaco foi o bombo da festa. Alegre diz que ele «enfraquece as leis» quando as promulga, mas com mensagens em que revela a sua discordância. Ironizou na defesa que o PR faz do mar, acusando-o de antes ter contribuído para desmantelar o sector das pescas: «Há quem queira voltar ao mar... é preciso é voltar à Terra».
Lopes disse que o actual PR enfraqueceu «a soberania» e levou, com o Governo, o país a estar sujeito «a um mecanismo de saque da banca». Cavaco quer combater a pobreza «com caridade em vez de solidariedade» do modelo social. O comunista não poupou ainda o Governo de Sócrates e atacou a entrada de Portugal no euro, comprometendo Alegre com essa decisão que considera ruinosa.
Em matéria de propostas, as novidades do debate moderado por Clara de Sousa, na SIC, foram poucas. Francisco Lopes, como solução para o estrangulamento financeiro do Estado, defendeu que o Governo procurasse financiar-se em Portugal.
No final, o candidato comunista apelou ao voto dos «que querem fazer ouvir a sua voz de protesto», enquanto o antigo deputado do PS falou aos jovens, lembrando os altos índices de desemprego, apesar de (mais um crédito ao Governo socialista) - a OCDE demonstrar que melhorou o nível de educação em Portugal.
«Não se pode congelar o futuro da juventude», terminou, com um modelo que não garante emprego.
Para variar, neste quarto debate entre candidatos presidenciais, foi pacifica a distribuição de tempo no final. Como pacífico foi o tom do debate. O inimigo principal está à direita.
In SDol, 18 de Dezembro, 2010Por Manuel A. Magalhães

Manuel Alegre em chat no Público on-line

É preciso levar a igualdade de género para a vida
17 de Dezembro de 2010
Manuel Alegre esteve esta manhã num chat no Público on-line, moderado pela jornalista São José Almeida, no qual expôs as razões da sua candidatura e respondeu às perguntas dos leitores. Questionado sobre o que deseja para as mulheres portuguesas em 2011, o candidato manifestou o desejo da "plena vivência dos seus direitos já consagrados na Constituição e na Lei". Para Manuel Alegre, "não basta instituir na lei a igualdade de género, é preciso levá-la para a vida em todos os sentidos. Profissão, política, família", considerando que "um dos problemas mais graves neste momento ainda é o da discriminação da mulher no trabalho".
In Público , 17 de Dezembro de 2010

jeudi 16 décembre 2010

Manuel Alegre em debate com alunos do ISCTE

A
A imparcialidade é condição indispensável do PR.

Manuel Alegre garantiu hoje que não se candidata para favorecer nenhum Governo nem será um Presidente de facção. Num debate com alunos no ISCTE, o candidato reafirmou que a sua candidatura é “suprapartidária, independente e pessoal” e defendeu que “a imparcialidade é uma condição indispensável do Presidente da República”.



Manuel Alegre reiterou a convicção que nas eleições de 23 de Janeiro será “a primeira vez que um Presidente eleito vai à segunda volta e na segunda volta é derrotado”.
Em resposta à pergunta de um aluno num debate, esta tarde, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa, sobre o facto da sua candidatura poder servir para “salvar” o actual Governo, Manuel Alegre garantiu que exercerá “todos os poderes presidenciais independentemente de quem estiver no governo”. “Não me candidato para favorecer o PS nem para prejudicar o PSD nem o CDS. O Presidente da República quando eleito é o presidente de todos os portugueses, não é um presidente de facção nem deve entrar no jogo político-partidário”, afirmou o candidato.
Manuel Alegre reafirmou que a sua candidatura é “suprapartidária, independente e pessoal” e defendeu que “a imparcialidade é uma condição indispensável para a função de um Presidente da República”. O candidato lembrou, como exemplo, o facto de Jorge Sampaio ter nomeado Santana Lopes como Primeiro-Ministro, “contra os seus amigos e o seu próprio partido”, demitindo meses depois a Assembleia da República ao perceber que não era o melhor Governo.
Questionado sobre como captar os jovens para a política, Manuel Alegre recordou que essa tem sido uma das preocupações da sua campanha, reafirmando que estará do seu lado na luta contra a incerteza do futuro. “Serei um companheiro de viagem, de rebeldia e de insubmissão. Não desistam de vocês próprios”, exortou, porque “uma pátria que não garante o futuro dos seus jovens é uma pátria ameaçada”.
Na exposição aos estudantes sobre as razões da sua candidatura, Manuel Alegre vincou as diferenças entre “duas visões do mundo”. Uma visão de “modernidade, de liberdade, de justiça social, de luta contra todas as formas de descriminação e preconceitos”, em contraponto com uma visão “conservadora com tendência para o autoritarismo” que não oferece a mesma “garantia” de vir a defender os direitos sociais e serviços públicos.
“As forças do grande capital e as forças conservadoras não porão em causa os direitos sociais nem os serviços públicos. Comigo ninguém vai tocar no Serviço Nacional de Saúde, nem na escola pública”, reafirmou o candidato, considerando que “este Presidente, pela sua prática, pelo seu conservadorismo, não dá essa garantia”. Manuel Alegre lembrou que o actual Presidente é apoiado pelo PSD, partido que apresentou um projecto de revisão constitucional que visa a “destruição do Estado Social”, defendendo que “se esvaziarem os direitos sociais, estão a ser postos em causa os direitos políticos”.
Manuel Alegre alertou ainda os jovens para que no próximo dia 23 de Janeiro vai-se “decidir o futuro político do país e a forma e o conteúdo da nossa democracia” e lembrou que o actual Presidente não está eleito. “Há sempre uma primeira vez. Embora a tradição seja a de um Presidente ser reeleito, esta pode ser a primeira vez que um Presidente que se recandidata vai à segunda volta e na segunda volta é derrotado”, afirmou convicto.

15 de Dezembro de 2010, Fotos de Suzana Jorge

Alegre travará o «velho sonho de Sá Carneiro»

Veja a vídeo aqui :

http://tv2.rtp.pt/noticias/index.php?t=Defensor-de-Moura-e-Alegre-no-segundo-debate-a-dois.rtp&headline=20&visual=9&article=400111&tm=9

O candidato apoiado pelo PS e pelo BE diz que é a melhor garantia para evitar «uma maioria, um governo e um presidente» de direita. Defensor Moura assumiu-se como o candidato da regionalização
Manuel Alegre é o homem certo para a hora em que a direita ameaça voltar ao poder. «Como seria nesta austeridade financeira se os portugueses tivessem que pagar para ir à escola ou obrigados a ter um seguro de saúde para se tratarem?», disse, agitando o fantasma da revisão constitucional pretendida pelo PSD. Alegre «dá mais garantias» que Cavaco Silva para «defender os serviços públicos», argumentou no debate na RTP1. E acenou com a mudança do ciclo político e uma possível vitória de Passos Coelho nas próximas legislativas: «Para o velho sonho de Sá Carneiro - um Governo, uma maioria, um Presidente - não é preciso uma revisão constitucional».
Neste segundo frente-a-frente presidencial, o ex-autarca Defensor Moura repisou um argumento: «as regiões são a solução para Portugal».
Alegre negou que estivesse refém do Bloco de Esquerda - «não sou capturado por ninguém». PS e BE não «foram enganados», disse. A sua candidatura é autónoma e vai «desagradar a uns e a outros». Num dos momentos mais surpreendentes, invocou o nome de Mário Soares. Um Presidente tem de conseguir ser ouvido no estrangeiro. «A minha voz, como a voz de Mário Soares e a voz de Jorge Sampaio, deve fazer-se ouvir no mundo».
Esta foi uma oportunidade para criticar Cavaco Silva. Recordou que o actual Presidente disse numa entrevista ao Expresso«que não adiantava falar contra os mercados financeiros», enquanto ele entende que é preciso falar alto contra «os agiotas que põem em causa a soberania de Portugal». Alegre perdeu o menos tempo possível com o adversário em estúdio, Defensor Moura, e atacou Cavaco. O actual Presidente tentou influenciar o Governo, quando não devia, e agora cala-se quando devia falar. «Não há dois primeiros-ministros. Mas quando foi preciso mediação na crise financeira e política, o Presidente da República faltou à chamada». Cavaco também devia ter agido na negociação do PEC II.
Defensor Moura teve trabalho para justificar a sua candidatura. Se a sua intenção é a de travar a vitória de Cavaco Silva à primeira volta, porque não apoiar o mais bem colocado? Resposta: «Para já Manuel Alegre é mais conhecido dos portugueses. Mas tenho auto-estima suficiente para pensar que se for mais conhecido serei o mais votado». No discurso político, Defensor disse que o combate ao clientelismo e a reforma administrativa eram prioridade.
E em matéria de autonomia face ao PS, o deputado socialista, deu o grito do Ipiranga: «Defender o meu Governo? Não! Eu tenho massa cinzenta na cabeça».
A demarcação perante as medidas impostas por Bruxelas uniu os dois candidatos. Mas Alegre teria «de pensar» e não vetaria automaticamente o pacote apresentado esta semana pelo Governo, que contempla medidas como o embaratecimento dos despedimentos. «Teria de pensar melhor», pois «não mexe na lei» nem ataca a proibição de despedimentos sem justa causa.
Defensor e Alegre concordaram que o pacote, no conjunto, dá sinais errados, numa situação de desemprego. «É quase um apelo à facilitação dos despedimentos, cedendo a pressões que vêm de fora!», disse o segundo.
Com uma visão mais interventiva dos poderes presidenciais que Defensor Moura, o poeta não se comprometeu em matéria de dissolução do Parlamento nem fez previsões sobre o que fará Cavaco Silva se for reeleito.
Sobre o seu papel se chegar a Belém, disse na declaração final: «candidato-me para dar a volta à política» e para garantir os direitos sociais, prometendo estar «mais perto das pessoas». O oponente invocou o seu passado de autarca para apelar ao voto. «Mais do que palavras há que demonstrar capacidade de acção. Tenho experiência a dirigir câmaras com vários partidos».
Depois do segundo debate na RTP, moderado por Judite de Sousa, a ronda prossegue amanhã, na SIC, com a entrada em cena de Cavaco Silva. Pela frente terá Fernando Nobre.
In sol, 16/12/2010,por manuel.a.magalhaes@sol.pt

mercredi 15 décembre 2010

Manuel Alegre nunca se calará

O dirigente socialista António Costa frisou hoje que o candidato presidencial Manuel Alegre não é um homem de partido e que nunca se calará perante qualquer que seja o poder ou perante quem estiver no poder.
António Costa falava no jantar de apoiantes de Manuel Alegre, no Mercado da Ribeira, em Lisboa, onde fez um discurso a explicar as razões que o levam a apoiar esta candidatura presidencial.
De acordo com o presidente da Câmara de Lisboa, Manuel Alegre, ao longo da sua vida, demonstrou que «não é o homem do partido».
«Brinca-se com a expressão a mim ninguém me cala e é isso que nós queremos num Presidente da República: alguém que não se cale quando é necessário perante qualquer que seja o poder ou quem quer que seja que esteja no poder», acentuou o 'número dois' da direcção do PS.
Em relação ao perfil de Manuel Alegre, apoiado por PS e BE, o presidente da Câmara de Lisboa disse que é importante que os portugueses tenham um Presidente da República de quem se conhece os seus valores.
Manuel Alegre, segundo o 'número dois' da direcção do PS, «é uma garantia de equidade e de solidariedade na repartição dos ganhos após o país ultrapassar a crise».
«O candidato presidencial é ele próprio mais do que os seus apoiantes», afirmou, numa alusão ao facto de esta candidatura ter juntado na sala elementos do Bloco de Esquerda e do PS.
«Se não fossem estas eleições presidenciais, porventura não estaríamos aqui todos juntos. Não estivemos juntos no passado e porventura não estaremos no futuro, mas isso é o sinal do que um candidato presidencial é capaz de acrescentar mais àquilo que é o seu ponto de partida, unindo o que está dividido», sustentou.
Logo no início da sua intervenção, António Costa apontou a sua primeira razão para apoiar Manuel Alegre.
«É bastante simples, sou do PS, apoio a candidatura apoiada pelo Partido Socialista», frisou, recebendo palmas dos militantes socialistas presentes no Mercado da Ribeira.
Outras razões invocadas por Costa para apoiar Alegre foram a «história» do candidato na luta pela democracia portuguesa e a garantia de fidelidade ao respeito pela Constituição da República, defendendo, depois, que «os portugueses sempre se sentiram confortáveis com os Presidentes da República apoiados pelo PS: Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio».
In Lusa / SOL, 15/12/2010