mardi 21 décembre 2010

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lundi 20 décembre 2010

Resumo de uma campanha solidária

Resumo de uma campanha solidária

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http://www.youtube.com/watch?v=01Af5s8rxdU

Manuel Alegre recebe apoio de Jorge Sampaio

Jorge Sampaio manifestou hoje confiança nas
capacidades de Manuel Alegre para o “exercício solidário” do cargo de Presidente.
"Sabemos que vão ser ásperos e rigorosos os dias que o futuro próximo imporá aos portugueses. E que, do povo que somos, se espera um esforço colectivo de acreditar de novo, assente no estímulo que um amparo de um espírito solidário - o teu - poderá fortalecer", afirmou, dirigindo-se a Manuel Alegre.
Na apresentação do manifesto eleitoral do candidato presidencial apoiado pelo PS e pelo BE, no Centro de Congressos de Lisboa, Sampaio, que falou primeiro de improviso, observou que o mandato presidencial "é um exercício solidário" mas também solitário.
"Não é solitário se soubermos ter connosco a mais variada teia de portugueses vindos de toda a parte e se soubermos (...) falar com os portugueses e ser sentido por eles", disse Jorge Sampaio, que se emocionou ao ser aplaudido de pé.
Sampaio explicou que abriu uma excepção na "discrição" que o seu estatuto de ex-Presidente da República lhe impõe para manifestar confiança na capacidade de Manuel Alegre de "exercer de forma soberana mas dialogante as exigências solitárias do poder presidencial".
Na sessão, a mandatária nacional de Manuel Alegre, a deputada do PS Maria de Belém Roseira, afirmou que apoia a candidatura de Manuel Alegre em nome da "dignidade e dos direitos sociais", criticando a visão dos que entendem que a solidariedade significa caridade.
"Com a caridade, transformamos pessoas que podiam afirmar-se em pessoas que tem que agradecer", afirmou.
Manuel Alegre, que leu quase na íntegra o seu manifesto eleitoral, ao longo de mais de 30 minutos, disse que seguirá o exemplo dos anteriores presidentes da República Jorge Sampaio e Mário Soares.
"Comigo na Presidência da República, como aconteceu com Jorge Sampaio e com Mário Soares, os portugueses terão alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do país", disse.
Para além de dois ministros - Jorge Lacão e Alberto Martins - Alegre contou com a presença dos deputados socialistas Vera Jardim e Strecht Ribeiro, do presidente do PS, Almeida Santos, do secretário-geral da UGT e de várias figuras do futebol, entre as quais o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. ´
O ex-secretário de Estado do anterior Governo PSD Henrique de Freitas também marcou presença, tal como os deputados e dirigentes do BE Luís Fazenda, Helena Pinto e Heitor Sousa e o renovador comunista Carlos Brito, entre outros.
In Económico com Lusa, 19/12/10 18:35

Histórico socialista será "aliado do Governo" a "procurar novas soluções"


Manuel Alegre apresentou ontem o seu "contrato presidencial". Promete ser um "moderador político e social".
Numa afirmação que acrescentou de improviso ao seu "contrato presidencial", Manuel Alegre prometeu ser um "aliado do Governo", no papel de "inspirador de debates sobre as mudanças de que precisamos", debate que propõe porque "é altura de não repetir os erros que estiveram na origem desta crise" e de "procurar novas soluções, sob pena de uma crise muito grave se transformar numa espécie de terceira grande depressão".
Foi ontem, na velha FIL da Junqueira (Lisboa), perante mais de meio milhar de apoiantes - entre os quais o ex-presidente da República Jorge Sampaio e o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.
No "contrato" distribuído aos jornalistas lia-se: "Como presidente, serei o inspirador de debates sobre as mudanças que precisamos [...]." Na verdade, disse: "Como presidente serei, sem me substituir ao Governo, como aliado do Governo, o inspirador de debates sobre as mudanças que precisamos [...]." Acrescentando: "Promoverei o diálogo entre todas as forças políticas e todos os parceiros sociais, porque precisamos de convergir num desígnio nacional que nos permita criar em Portugal, como diria António Sérgio, as condições concretas da liberdade e do desenvolvimento em que todos tenham lugar."
Ser um "moderador social" além de um "moderador político" é um dos compromissos de Alegre. Reclamando-se, na leitura dos poderes presidenciais, um seguidor de Jorge Sampaio e Mário Soares (o que lhe mereceu fortes aplausos), disse que, sendo eleito, os portugueses terão em Belém "alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do País". E o mesmo é dizer que o contrário de "alguém que a coberto do ambíguo conceito de 'cooperação estratégica' assume a ideia de uma partilha de governação susceptível de gerar conflitos institucionais".
Alegre garantiu ainda que irá "vigiar a ocorrência de conflitos de interesses entre o mundo político e o mundo económico, o poder mediático e de um modo geral todos os poderes fácticos não sufragados nem legítimos".
Antes dele, Jorge Sampaio salientou que o "espírito solidário" de Alegre é do que se precisa para os "ásperos e rigorosos" dias que se aproximam. A candidatura divulgou também a comissão de honra, que José Sócrates e Francisco Louçã integram.
In DN, por João Pedro Henriques, 20/12/2010

dimanche 19 décembre 2010

Apresentação da Comissão de Honra

Coube a Maria de Belém, mandatária nacional, fazer a apresentação da Comissão de Honra, uma lista de 1918 personalidades, constituída por cidadãos e cidadãs das mais diversas áreas profissionais, do desporto a vários quadrantes da política, passando pela medicina, religião, cultura e sindicalismo,que assim dão público testemunho do seu apoio à candidatura. Entre os seus membros, encontra-se Jorge Sampaio, ex-Presidente da República, que usou da palavra e, num registo afectivo e bem humorado, explicou as razões que o levam a assumir o apoio a Manuel Alegre, num momento de tão grave crise nacional.
Outras personalidades como os líderes do PS, José Sócrates, e do Bloco de Esquerda, Francisco Louça, assim como o ex-secretário Geral do PS, Eduardo Ferro Rodrigues e o deputado socialista António José Seguro, integram a lista que inclui ainda, entre outros, o líder parlamentar socialista, Francisco Assis, os ministros da Saúde, da Justiça e da defesa, respectivamente Ana Jorge, Alberto Martins e Augusto Santos Silva e ainda o secretário-geral da JS, Pedro Alves.
O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, são outros dos nomes que integram a comissão, a par do deputado do BE José Soeiro, os eurodeputados Miguel Portas (BE) e Edite Estrela (PS), o ex-líder comunista Carlos Brito e os autarcas de Lisboa António Costa, presidente da Câmara, e a vereadora Helena Roseta.
Da área do desporto constam, entre outros, os nomes dos treinadores de futebol António Oliveira, Carlos Manuel, Manuel Fernandes, Manuel José e Augusto Inácio, do campeão mundial de tiro António Paulo Cleto, e ainda de Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica.
Da área sindical constam o secretário-geral da UGT, João Proença, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, José Carlos Martins, Maria Luísa Marques da Comissão Executiva da CGTP-IN, Paulo Sucena, ex-secretário da FENPROF, e os dirigentes Ulisses Garrido e Florival Lança.
Da área cultural, além dos escritores valter hugo mãe, Baptista Bastos, Hélia Correia, M.ª Teresa Horta e José Manuel Mendes, fazem parte o fotógrafo António Homem Cardoso, o escultor João Cutileiro, e o actor Rui Mendes.
Da área das ciências sociais incluem-se o arqueólogo Cláudio Torres e os historiadores Fernando Rosas e António Reis.
Da área da música constam o compositor Carlos Alberto Moniz e os cantores Jorge Palma e Lena d'Água.
Da área da comunicação social estão, entre outros, Alfredo Barroso, António Macedo e João Malheiro.
O médico acupuntor Pedro Choy e os médicos Maurício Chumbo, José Manuel Boavida, e Francisco George, são outros nomes que integram a Comissão de Honra que inclui ainda o marquês de Fronteira, Fernando J.F.C. Mascarenhas, presidente da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, o ex-reitor da Universidade de Coimbra Rui Alarcão, o arquitecto João Paulo Bessa, o padre católico Costa Pinto e o embaixador António Franco.



19 de Dezembro de 2010


Veja a lista completa da Comissão de Honra

Alegremente em Metz




"A Secção do Partido socialista português convida os seus militantes, os simpatizantes e os apoiantes da candidatura do Manuel Alegre de Metz e da Moselle, para uma visita do Centro de arte moderna e contemporânea, Georges Pompidou-Metz. Além da descoberta de uma obra de arquitectura sem comparação no mundo, convida-se para uma viagem através do século XX e das suas obras primas. Porque não evoluímos mas sim viajamos, sempre tal como o nosso Fernando Pessoa. O grupo seguirá viagem com rumo ao Grand comptoir na Place de la Gare, dita do Général De Gaulle, situada próxima, para um encontro Alegre. Tratar-se-á de um momento de apresentação das ultimas notícias da campanha em França e na Europa, com outro passeio pela imprensa portuguesa do dentro e do fora. Entregar-se-á a mensagem do candidato às Comunidades como as mensagens dos militantes e mandatários a Portugal. Antes de chegarmos ao desejo de um ano de 2011 Alegre, apresentamos os nossos votos sinceros de umas festas natalícias felizes, para todos os Portugueses, que honramos do nosso brinde tradicional com cheirinho de Mirabelle* da Lorraine, no café, com certeza!"


Por Nathalie de Oliveira

Manuel Alegre apresentou o seu "contrato eleitoral

Manuel Alegre apresentou o seu "contrato eleitoral
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http://videos.sapo.pt/rtp

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'Pela decência da democracia e pela transparência da vida pública'
Manuel Alegre afirmou hoje, no seu manifesto eleitoral, que se candidata a Presidente da República para defender a «cooperação institucional» assumindo o papel de «regulador e moderador político» em defesa do Estado Social.
«Comigo na Presidência da República, os portugueses terão alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do país», afirmou Manuel Alegre, no seu manifesto eleitoral à Presidência da República, que designou de «contrato presidencial».
Para Manuel Alegre, o Presidente da República é um «moderador político e social» que deve exercer um «magistério de proximidade e exigência» e «vigiar a ocorrência de interesses entre o mundo político e o mundo económico».
O candidato apoiado pelo PS e pelo BE defendeu no documento que não cabe ao Presidente da República governar e que está preparado para trabalhar com todos os governos, mas frisou que «não será neutro» em defesa do Estado Social, da Justiça «com autoridade e prestígio» e na defesa «dos direitos sociais».
«Não serei neutro, como nunca fui, na luta pela decência da democracia e pela transparência da vida pública, contra o clima permanente de insinuação e suspeição que mina a confiança dos cidadãos», afirmou.
Alegre deixou claro que utilizará «todos os poderes de que dispõe um Presidente da República para impedir a liberalização dos despedimentos através da eliminação do conceito de justa causa, porque a Constituição não é neutra e defende o elo mais fraco da relação laboral - o trabalho».
Se no futuro, referiu, algum governo ou Parlamento pretender «acabar com o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública e a Segurança Social Pública, eu estarei contra e exercerei, sem hesitações, o meu direito de veto».
No plano económico, Manuel Alegre defende que o país não pode ficar «refém de políticas de austeridade recessivas», e que Portugal deve «refazer o tecido produtivo».
O candidato presidencial criticou o actual Presidente da República, Cavaco Silva, que se recandidata, afirmando que «tem sido, tanto nos silêncios quanto nas intervenções sibilinas, um agente activo do lado do que está errado e um sonoro ausente do lado do que é justo: a defesa do Estado português e da legitimidade social que deve ter».
Por oposição a um Presidente «que é contra aquelas leis que mudaram os costumes e que, quando não as veta, é porque não tem coragem para o fazer», Alegre apresenta-se como uma personalidade aberta ao mundo, com uma visão de modernidade e sem «preconceitos conservadores».
A «coberto do ambíguo conceito de `cooperação estratégica', Cavaco Silva assume a ideia de uma partilha de governação susceptível de gerar conflitos institucionais», criticou.
No seu «contrato presidencial», Manuel Alegre defendeu a necessidade de voltar a colocar a regionalização na agenda política e, no capítulo sobre a Europa, defendeu a criação de taxas sobre as transacções financeiras.
in Lusa / SOL, 19/12/2010