mercredi 3 novembre 2010

Estou solidário com as centrais sindicais

Manuel Alegre considerou que os encontros que teve hoje com dirigentes das centrais sindicais, CGTP-in e UGT, foram muito “interessantes e profundos”, onde foram “abordados os problemas fundamentais da situação do país”.

No final do encontro com o secretário-geral da UGT, Manuel Alegre salientou a “convergência de pontos de vista” com ambas as centrais sobre a necessidade de “novas políticas sectoriais que reconstituam o nosso tecido produtivo” e de mais “sensibilidade social”, numa situação que também se tem agravado no sector privado “em que o mundo do trabalho está a ser fustigado”.
Acompanhado nestes encontros pela sua mandatária nacional, Maria de Belém Roseira, e pelos apoiantes Paulo Sucena e Elísio Estanque, Manuel Alegre recordou a sua formação de “socialista e de homem da esquerda democrática” para justificar que “num momento tão difícil como este”, está “em primeiro lugar do lado do país”, mas também “do lado daqueles que mais sofrem” e do “lado do mundo do trabalho”, manifestando-se “solidário com as preocupações das duas centrais sindicais”, UGT e CGTP.
Sobre a greve geral convocada para o próximo dia 24, Manuel Alegre disse compreender as razões invocadas, lembrando que toda a sua vida lutou pelo direito à greve, embora considere tratar-se aqui de “mais do que a expressão do direito à greve”, mas um “alerta à sociedade, de uma necessidade de virar a página, de sermos capazes de abrir novos caminhos para o nosso país e para a nossa sociedade com muito mais sensibilidade social”.
O candidato destacou ainda que o que está em causa “passa também pela eleição presidencial”, pois “está em causa o conteúdo social da nossa democracia”. , “Pelo meu passado, pela minha vida, pelas minhas convicções”, Manuel Alegre dá garantias de “defender o Estado social e os direitos sociais que estão consagrados na constituição”. “Os trabalhadores e as centrais sindicais com certeza que sabem que dou essa garantia”, afirmou o candidato.
Por sua vez, João Proença explicou que a UGT está “muito preocupada” com a situação económica, nomeadamente o desemprego e o Orçamento do Estado que na prática se “preocupa essencialmente com o défice” e agrava as desigualdades. O secretário-geral da central afirmou ainda que “não esteve em causa aqui a UGT dar o apoio a Manuel Alegre ou o Manuel Alegre vir dar apoio à UGT, o que se passou foi uma troca de posições, até para ficarmos a conhecer melhor as diferentes propostas dos candidatos. Manuel Alegre foi o primeiro candidato presidencial a pedir uma reunião no quadro do normal funcionamento da democracia”. A UGT respeitará “a total liberdade dos seus membros” a apoiarem e votarem nos diferentes candidatos à Presidência da República portuguesa, concluiu o líder sindical.
Esta manhã, após a reunião com o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, o candidato salientou que estes encontros têm “um significado”, sublinhando a importância do “diálogo” entre “os responsáveis políticos e uma central sindical tão importante como é a CGTP”. Desta reunião, Manuel Alegre destacou a procura de “soluções alternativas contra o fatalismo, contra o derrotismo” no sentido de se encontrarem “novas soluções na economia, um novo modelo social que nos permita dar um sentido de futuro à nossa vida colectiva e sobretudo aos jovens”.
Questionado sobre o apoio à greve, Manuel Alegre respondeu: “Não tenho que apoiar ou não apoiar. Eu sou um candidato à Presidência da República, que está nestas eleições com um sentido de responsabilidade. Não cabe a um candidato à Presidência da República estar a fazer ou não apelos à greve”.
O líder da CGTP registou, por sua vez, a existência de “convergência”. “É que o futuro não vai lá com candidaturas e propostas que prossigam aquilo que foi o caminho do desastre” afirmou, considerando ainda que “pensamos que há uma convergência de factores estratégicos na luta dos trabalhadores hoje e naquilo que se deve obter nas presidenciais”.
In site de manuel Alegre, 2/11/ 2010

Inês de Medeiros

Actriz e autora. Foi mandatária da campanha de Jorge Sampaio à Presidência da República em 1996. Actualmente, é deputada à Assembleia da República.

http://www.manuelalegre2011.pt/mensagem%20de%20apoiantes

2 /11/ 2010

Recolha de assinaturas para propor a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República

A candidatura de Manuel Alegre é um espaço de cidadania aberto à participação cívica de todos os Cidadãos Eleitores. A recolha de assinaturas é em si mesma uma forma activa de participação cívica para a qual se convidam todos os que querem ver Manuel Alegre na Presidência da República.

http://www.manuelalegre2011.pt/assinaturas



In site de Manuel Alegre

lundi 1 novembre 2010

Cavaco poupa mas gasta mais que Manuel Alegre

Duas maiores candidaturas terão quase quatro milhões de euros de despesas
A candidatura de Manuel Alegre garante que vai gastar apenas um milhão e 600 mil euros na campanha para as eleições presidenciais, um valor que é inferior em cerca de 500 mil euros ao limite imposto por Cavaco Silva (2 130 000 euros). Ainda assim, apesar dos esforços em cortar na despesa, as duas candidaturas vão gastar quase quatro milhões de euros.
Em tempo de crise, as candidaturas às presidenciais seguem um modelo low cost. Evitam dormidas, abdicam de telemóveis e apostam num meio "barato" como a Internet.
Cavaco Silva vai gastar menos um milhão do que em 2006 (na altura a despesa rondou os três milhões e 200 mil euros), e, para isso, já anunciou que não colocará "um único outdoor nas ruas". Além disso, ao contrário do que aconteceu há cinco anos, Luís Paixão Martins e a sua equipa ficarão em casa, pois Cavaco Silva não contratará qualquer agência de comunicação para a sua candidatura.
Na campanha de Alegre, o lema também é "poupar, poupar, poupar". Até agora, segundo explica ao DN o director da candidatura, Duarte Cordeiro, "apenas foi contratado um designer profissional para tratar do logótipo. O resto é feito por voluntários da candidatura". Também haverá cuidados no merchandising: "Só vai haver canetas e bandeiras."
Além disso, nesta fase de pré-campanha, "restringimos ao mínimo as dormidas nas deslocações pelo País fora". Quando a campanha avançar, é óbvio que se vão intensificar as pernoitas, mas Duarte Cordeiro garante que ninguém da comitiva "ficará em hotéis de mais de três estrelas".Quanto a agências de comunicação, nem pensar.
Duarte Cordeiro garante que a candidatura não ultrapassará gastos no valor de 1 600 000 euros, um valor inferior ao de Cavaco Silva. "Nós não temos os donativos milionários do professor Cavaco Silva, que na última campanha conseguiu dois milhões de euros em contribuições de banqueiros e empresários", dispara.
No entanto, o candidato-poeta quase que duplica o valor que gastou há cinco anos (850 mil euros). A candidatura apoiada por PS e Bloco de Esquerda defende-se, porém, dizendo que o orçamento desta campanha é muito inferior à soma das candidaturas deste espectro político em 2006. Na altura, Mário Soares (3 478 434 euros), Francisco Louçã (451 756 euros) e o próprio Alegre gastaram juntos quase cinco milhões de euros.
Na candidatura do independente Fernando Nobre, a margem de despesismo ainda é mais apertada. As dificuldades financeiras até deram problemas neste fim-de-semana, com o senhorio da sede.
In DN, por RUI PEDRO ANTUNES,1/11/2010

O exercício da desresponsabilização

Ontem ouvi, incrédulo, o exercício da desresponsabilização no seu expoente mais elevado. Um homem estimável, é certo, mas com responsabilidades acrescidas perante os cidadãos de Portugal subiu ao palco, como se não tivesse qualquer responsabilidade do estado calamitoso em que nos encontramos, para de lá informar que se recandidata a fazer, por mais cinco anos, aquilo que fez nos últimos cinco.Pouco adianta, e já se ouve por aí o habitual "a culpa é dos outros", dizer que ele não poderia ter feito mais e melhor. A verdade é que fez mal e pior, é responsável, tem experiência (conforme confirmou), tem sabedoria e conhecimento (conforme informou), teve na sua mão o poder de zelar pelos nossos interesses e acaba o mandato, que agora iremos avaliar, com todos os objectivos que se determinou a cumprir muito abaixo das metas propostas.Cavaco Silva não é um homem qualquer. Foi Ministro das Finanças, foi Primeiro-Ministro durante os dez anos em que o dinheiro comunitário jorrou como mel dentro de uma misturadora de betão e para a mão da classe empresarial mais irresponsável da Europa que tratou de o derreter em mordomias, ganhou duas maiorias absolutas, presidiu ao então maior Partido político português e concorre pela terceira vez ao cargo de Presidente da República.Cavaco Silva, um professor de economia, diz apresentar-se com humildade perante os seus concidadãos para que eles julguem o péssimo trabalho que desenvolveu. Desta vez não há enganos, estamos a sentir na pele e no bolso o seu mau desempenho. Não se trata de um teórico manual de estudo ou de um trabalho académico. Trata-se do mundo real, das dificuldades patentes, da pobreza, da destruição da qualidade de vida, da inoperacionalidade da nossa economia, do falhanço completo das promessas com que se candidatou há cinco anos.Em qualquer empresa gerida por objectivos, um presidente com tal desempenho, já teria sido despedido há muito. Nós somos os accionistas desta e é esse desempenho que iremos votar. Os outros poderes não estão agora em avaliação.
In Facebook, 27 de outubro de 2010
LNT

Democracia participativa, e que mais?


É útil relembrar que a política não se aprende nos livros. A democracia é uma arte de composição, tendo por guia este bem comum sagrado, composto e recomposto pela participação da maioria. Alguns dos nossos grandes líderes políticos europeus fizeram dele não só um lema como também um método de trabalho. Manuel Alegre, candidato derrotado às eleições presidenciais de Janeiro de 2006 comprometeu-se nesta tarefa árdua, indo ao mais próximo dos seus compatriotas para torná-los actores da sua campanha. A mensagem era forte e límpida: não exortar exclusivamente o cidadão a votar, pois uma vez o boletim de voto na urna, deixá-lo tirar férias da sua própria cidadania, pelo menos alguns anos.

Em França, a base jurídica em vigor existe realmente, mas sofre do « poderia fazer melhor » : (das leis Deferre, às leis ditas « ATR », Bouchardeau, Barnier, Voynet, Chevènement, até a democracia de proximidade votada timidamente a 27 de Fevereiro de 2002. Encorajante, na verdade, mas já nada será possível sem uma pedagogia de consciencialização, de mobilização da população por actos, em primeiro lugar, talvez simbólicos e festivos, o que a liderança associativa portuguesa em França começou a fazer, por outro lado. Simplesmente porque os cidadãos exigem co-construção de projectos, desde o nível local até bem mais longe deles. Democracia participativa: um pleonasmo? Não é participativa por substância? Inegável, em todos os casos, o facto de ela exigir um certo grau de participação do povo nas opções colectivas.
Resta a determinar qual o grau de participação para que o eleito não se sinta apagado do seu estatuto de representante? A democracia participativa permanece um ideal político. Quanto mais os cidadãos se exprimem e deliberam acerca do porvir da sua cidade, distrito, região, Estado, mais a comunidade que os constitui obtém capacidade de agir. Quanto mais um regime político tem em consideração as expectativas dos seus membros, mais eficiente é. A participação não é um avesso zangado da representação, nem uma pequena recompensa, mas sim uma dinâmica exigente capaz de nutrir a nossa imaginação no inventar da democracia. Prossigamos este caminho…
Porém, este poder cidadão que assusta tantos dos mais legitimistas no seio de nós é uma necessidade na reabilitação do político e na construção da justiça social. Trata-se efectivamente de dar uma tribuna aos sem voz, excluídos das mais básicas práticas democráticas (os Portugueses de França) para escolher, juntos, novas solidariedades. Tornar mais visíveis as tomadas de decisões, responder às fraquezas do sistema tradicional de governação na sua personalização exagerada do poder. Esta pedagogia apela a tempos de explicação tendo em vista facilitar uma construção comum de projectos para acabar por formar uma decisão política. O imperativo de inclusão social, no nosso compromisso político supõe um espaço de reconhecimento mútuo onde cada um tem o seu lugar. Trata-se de ultrapassar fronteiras! Conscientes do risco de aprofundar os desatinos entre gerações, entre múltiplos grupos socio-económicos separados, exactamente na altura quando sabemos, todos, a necessidade de fazer reviver e viver o laço social. Vivemos um tempo político diversificado e complexo que deve preparar uma democracia mais madura, a democracia da deliberação.

As poucas tentativas de definições e de boas práticas apresentadas aqui têm, antes de tudo, a ambição de interrogar. A democracia participativa, uma expressão já envelhecida? Numerosos são os eleitos locais a facilitar a participação e a deliberação, porque é um tempo de despertar de consciências, de debates, de instrução para todos e de criação de julgamento ligado ao da decisão política, no seu contudo. Os desafios deste século XXI obrigam-nos, nós os eleitos, a alargar a base de consulta cidadã, a tornar acessível o caminho desta decisão. Em resumo, a construir sem descanso uma democracia melhor !
In Lusojornal, por Nathalie de Oliveira
eleita na Câmara de Metz e
Coordenadora da secção local do
Partido Socialista Português.

Apoiantes de Manuel Alegre


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