jeudi 21 octobre 2010

Manuel Alegre acusa Cavaco de não mediar entendimento


O candidato presidencial Manuel Alegre criticou hoje Cavaco Silva por não estar a mediar um entendimento entre Governo e oposição sobre o Orçamento do Estado para 2011, defendendo que um Presidente da República deve moderar situações de crise.
"Penso que o Presidente [da República] tem estado em muitos sítios, mas menos onde devia estar, que era no centro da crise, a tomar o pulso à crise. A menos que ele tenha feito coisas que não se sabem", afirmou Manuel Alegre.
O candidato presidencial falava aos jornalistas, em Évora, a propósito da sugestão que o presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, fez quarta-feira, defendendo a existência de um "mediador", capaz de acelerar o entendimento entre o Governo e oposição.
O também Conselheiro de Estado indicou os nomes de Ernâni Lopes e Artur Santos Silva para desempenharem o papel de mediadores.
Depois de visitar o Museu de Évora e de percorrer algumas ruas do centro histórico, acompanhado por dezenas de apoiantes, Manuel Alegre inaugurou a sede de campanha naquela cidade alentejana, classificada Património Mundial.
In DN, por LUSA 21/10/2010

dimanche 17 octobre 2010

Contra a pressão inaceitável da nova classe dominante


Contra a pressão inaceitável da nova classe dominante
Manuel Alegre manifestou-se hoje contra a “pressão inaceitável da nova classe política dominante”, considerando “muito estranho” e “muito grave que apareçam os banqueiros que não têm legitimidade democrática” a pressionar o poder político e a mediar a crise.
14 de Outubro de 2010

Preocupado com as assimetrias e desigualdades do país, o candidato garante que, se for eleito, vai fazer tudo para evitar as assimetrias nacionais e a desertificação do interior, que considera ser um dos mais graves problemas do país e que o poder político o tem de encarar de frente.
“Estamos numa situação difícil mas temos de fazer mais pelo emprego e pelo desenvolvimento”, afirmou o candidato no salão nobre da Câmara Municipal, onde foi recebido pelo seu presidente, José Carlos Alexandrino, apontando ainda o investimento público como o motor desse desenvolvimento “através de pequenos investimentos que gerem emprego”. Se for eleito, asegurou, saberá “ser a voz dos mais desprotegidos”, onde se incluem aqueles que no interior do país têm dificuldade em fazer ouvir a sua voz.
Num almoço com apoiantes, o candidato reforçou que não pode aceitar que “a mediação esteja a ser feita por poderes de facto, por poderes económicos, pelo poder dos banqueiros que se sobrepõem ao poder político democrático”, referindo-se à situação de crise na Europa em que “estamos a assistir a uma guerra conduzida por uma potência sem rosto, o grande capital, que impõe as suas regras como uma ditadura”.
Considerando que “os problemas do país estão a fazer esquecer a importância das eleições presidenciais”, Manuel Alegre recorda que “não está só em causa a personalidade” de quem vai ser o próximo presidente, “mas saber que tipo de democracia vamos ter”.
O que está em causa é “o modelo politico futuro, o modelo de sociedade, uma questão de regime”, afirmando a importância de vencer as eleições presidenciais “para garantir o estado democrático”. Manuel Alegre garante que, se for eleito, nenhum governo, “seja ele qual for”, porá em causa o serviço nacional de saúde , a escola pública, a segurança social e o conceito de justa causa, "abrindo o caminho à liberalização dos despedimentos".
Sublinhando que esta é uma candidatura “de inclusão, para unir e para somar”, Manuel Alegre manifestou a confiança que “desta vez, a vitória é possível”, referindo-se às sondagens que indicam a sua constante subida face à descida do outro candidato.

Transformar esta candidatura numa grande dinâmica


“Transformar esta candidatura numa grande dinâmica social capaz de criar a energia necessária para uma mudança e uma nova esperança para Portugal” foi o grande apelo lançado por Manuel Alegre em Coimbra, num jantar onde mais de 400 apoiantes o aplaudiram com entusiasmo, numa grande jornada de mobilização na cidade cujos mestres e companheiros recordou.
16 de Outubro de 2010

“Estou aqui tal como sou”, a pensar “no país e nas pessoas concretas que vão sofrer cortes e congelamentos”, frisou Manuel Alegre, criticando “alguns ex-ministros das Finanças”, “sempre os mesmos, sempre com as mesmas receitas – cortar, cortar, cortar, até acabarem por cortar a nossa paciência e a alegria de viver”.
“É tempo de ouvir outras vozes, outros economistas, outros comentadores” disse Manuel Alegre, porque “as mesmas receitas do mesmo neo-liberalismo provocarão as mesmas causas que estiveram na origem da crise mundial”.
“É certo”, reconheceu, “que Portugal precisa de consolidar as finanças públicas.” Mas também precisa “de uma estratégia integrada de investimentos públicos, de novos estímulos para o crescimento, de novas políticas de emprego, do aproveitamento dos nossos recursos e do reforço das políticas de inovação e qualificação”, afirmou, concluindo: “Não há outro caminho para nos libertarmos do ciclo vicioso do endividamento e da dependência”.
“O poder de decisão compete aos órgãos que detêm legitimidade democrática”, frisou o candidato, criticando “os banqueiros que estão a fazer o papel de mediadores, a pressionar as forças políticas e a desempenhar o papel que em princípio devia caber ao PR”. “Não consta que os banqueiros tenham sido eleitos, nem que tenha sido abolido o princípio constitucional da independência do poder político democrático em relação ao poder económico”, alertou, num dos momentos mais aplaudidos do discurso.
“Quem vota em mim, vota em alguém que sabe que a palavra é uma força de inspiração dos povos” disse Manuel Alegre, insistindo: “A palavra, não o cálculo ou a gestão dos silêncios, deve ser a principal arma de um Presidente da República.”
“Comigo na Presidência”, garantiu Manuel Alegre, “nenhum governo, seja ele qual for, porá em causa o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública, a Segurança Social Pública e o conceito de justa causa”, recordando mais uma vez, por entre muitos aplausos, os compromissos assumidos publicamente no discurso do Centro Cultural de Belém.
“A próxima eleição é decisiva para o futuro político e democrático do país”, explicou Manuel Alegre. “Uma vitória da direita poderá significar o fim das transformações sociais construídas pela democracia nascida do 25 de Abril”, insistiu. Por isso reiterou: “Estou aqui pelos valores de Abril”, “estou aqui contra a precariedade em que vive a nossa juventude”, “estou aqui por um Estado de Direito em que a justiça tem que funcionar doa a quem doer”, “estou aqui pelos 18 por cento de portugueses que vivem no limar da pobreza e que sem as prestações sociais subiriam para 40 por cento”, “as prestações sociais que alguns querem cortar”, acusou, “porque quando falam de cortes é nisso que estão a pensar.”
Defendendo a concertação social e o “papel essencial dos sindicatos na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos equilíbrios que deve ter a democracia”, Manuel Alegre apresentou-se como um socialista, um democrata e um patriota, esclarecendo que ser patriota hoje “é ter de Portugal uma visão universalista e aberta ao mundo e à fraternidade com os outros povos".
“Nestes tempos difíceis, esta é uma oportunidade que não pode ser perdida”, afirmou o candidato no final da sua intervenção, deixando um apelo a todos os socialistas, todos os bloquistas, todos os comunistas, todas as forças de esquerda, todos os democratas, para se unirem nesta candidatura, porque “é possível esta eleição, é possível derrotar a direita, é possível uma nova esperança para Portugal.”

O líder do BE acusa os banqueiros...


O líder do BE acusa os banqueiros que se reuniram com o Governo e o PSD de serem os promotores de um Orçamento que reduz os salários.
"Estes banqueiros que promoveram o orçamento, que são os embaixadores, se não os mandantes do orçamento, respondem perante o país", afirmou Louçã, defendendo que "nos últimos dez anos ficaram nos seus bolsos dez mil milhões de euros de impostos não pagos, o maior assalto que a economia portuguesa já conheceu".
O líder do Bloco de Esquerda falava no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), no encerramento de uma conferência de contestação à NATO, cuja cimeira decorre em Lisboa em Novembro.
Louçã criticou a proposta do Orçamento do Estado (OE) apresentada pelo Governo, que "garante vinte mil milhões de euros de garantias para qualquer operação financeira que [os bancos] possam fazer, reduzindo os salários, evidentemente".
Para o líder bloquista, trata-se da "garantia que suspende a economia para pagar a renda, para financiar a especulação, para alimentar a ganância".
Francisco Louçã referiu-se à reunião dos presidentes dos quatro maiores bancos portugueses com o líder do PSD e com o ministro das Finanças como "a embaixada do Ricardo Salgado, do Ulrich, do Santos Ferreira, e do Faria de Oliveira, quatro reis magos que deambulavam por aí, de uma sede partidária para um ministério à procura da gruta de Belém donde pudessem adorar o menino, o menino do Orçamento".
Um OE, argumentou, "da redução dos salários, dessa garantia de que no próximo ano o Orçamento lhes paga mais 1.300 milhões de euros em juros, para cima dos cinco mil milhões de euros de juros que já paga este ano".
"A melhor forma para assaltar a economia é a partir do sistema financeiro e isso é o que está a acontecer, sobre taxas, impostos, aumento dos custos da saúde, redução de apoios sociais, ataques em relação à pobreza, retirar o abono de família, reduzir a acção social escolar", sustentou.

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In DE, 17/10/2010

Links de Manuel Alegre

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Alegre na presidência sem banqueiros a mediar o orçamento


O candidato à Presidência da República Manuel Alegre reafirmou hoje em Águeda as críticas que tem feito à reunião que decorreu na quinta-feira entre o líder do PSD e um grupo de banqueiros a propósito do Orçamento de Estado para 2011.
«Comigo na presidência não haveria banqueiros a mediar o orçamento», disse o deputado socialista e candidato presidencial, em declarações à margem da inauguração da Biblioteca Municipal de Águeda, baptizada com o seu nome.
Manuel Alegre mostrou-se muito chocado com esta situação e disse não perceber como é que andam banqueiros a falar com dirigentes políticos a propósito do Orçamento do Estado.
In Diário Digital / Lusa, 16/10/2010

Direita está com medo que eu vença as eleições



Direita está com medo que eu vença as eleições
O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje que as polémicas sobre a entrada na corrida a Belém de um candidato identificado com o setor conservador demonstram que o bloco da direita teme a sua vitória na segunda volta.
Em entrevista à agência Lusa, o candidato a Presidente da República apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda recusou-se a comentar a eventual entrada do ex-líder do CDS Ribeiro e Castro na corrida a Belém, mas considerou que os últimos episódios «na direita» são reveladores de «medo político».
In Diário Digital / Lusa, 18/09/2010