mercredi 19 janvier 2011

Em nome de Portugal


3 de Janeiro, dia das Eleições presidenciais que vão deixar o nosso país numa grande expectativa, vou percorrer e ignorar os 300 e poucos quilómetros idiotas que me separam do Consulado de Estrasburgo, área consular onde estou recenseada, e também da urna de votos que será entregue à minha Alegre decisão. Sem sombra de uma dúvida, o povo português é destinado a viajar, até para votar no futuro Presidente da República portuguesa!
Neste momento, gostava de ser o Prévert para preencher páginas e páginas como somente ele sabia. Enumerava, enumerava e enumerava, passeando no verso de cima para baixo, com tantas palavras ansiosas de conhecer a Liberdade, até acabar por encontrá-la!
Prévert disse ter nascido para nomear a Liberdade como Manuel Alegre nasceu para entregá-la a Portugal e ao seu povo.
Porém, o seu passado de oponente à ditadura salazarista não é um poema gravado no papel. A vida sacrificada pela Liberdade de todos os portugueses, pela possibilidade de democracia sempre, não é obra dos sonhos. A tortura do exílio que ele tornou poema universal é uma forma de patriotismo reinventado. Autor do Preâmbulo da nossa constituição, que ainda inspira Portugal como outros países sequestrados no processo de criação de futuro comum, uma prova incontestável do ser Portugal. O compromisso de
Deputado e de Vice-Presidente da Assembleia da República, mais uma prova do fazer Portugal. Somente isso evocado, confunde Manuel Alegre com o seu país. Ambos têm que trabalhar para outro Abril. Em nome de Portugal! Um homem ético, já histórico e que deve continuar a fazer a história de Portugal, connosco, Portugueses do dentro como do fora. Porque tem outra visão de Portugal, mais aberta e capaz de resistir a uma nova ditadura: a dos mercados financeiros. Capaz de dar um sentido aos sacrifícios dos Portugueses sem se desviar jamais do caminho e do objetivo primeiro da justiça social. Com ele, o Serviço Nacional de Saúde nunca será um parêntese na vida do cidadão português, a escola pública
nunca será um lugar de “guarda”, os demais direitos sociais uma gracinha que tocam alguns sortudos. Para ele, os jovens com esperança de emprego à altura das suas habilitações e aspirações, é um combate sincero.
As vidas perdidas para que isso tudo seja uma realidade, hoje ainda por consolidar, um leitmotiv quotidiano. É o Homem que plantou espadas e transformou destinos ao longo da
vida, conhecido e reconhecido pelo Mundo inteiro como Poeta, Político, Homem de Estado e Homem de Futuro. Candidata-se por valores massacrados hoje em dia: o poder político democrático confiscado cada vez mais pelo poder económico e pelos grandes interesses. O
meu voto pertence ao melhor defensor da democracia e das instituições que servem esta democracia, contra os grandes interesses. Este homem é Manuel Alegre!
Manuel Alegre será o Presidente da República que melhor encarna Portugal. Manuel Alegre é Portugal!
Para mim e para os que represento, o dia 23 de Janeiro vai ser outro dia inesperado, grande, grave, histórico, único, alegre.
In Lusojornal, por Nathalie de Oliveira, Secretária Coordenadora da Secção do PS português de Metz.

Negócio da vivenda de Cavaco envolve empresa do grupo SLN (BPN)...

Negócio da vivenda de Cavaco envolve empresa do grupo SLN (BPN),
e os candidatos desvendam-se em criticas abruptas contra ...

Enquanto que o site do JN diz que - a aquisição da vivenda que Cavaco Silva detém na Aldeia da Coelha, em Albufeira, resultou de uma permuta, efectuada em 17 de Fevereiro de 1999, com a Constralmada - Sociedade de Construções, de cujo capital fazia parte a Opi 92, de Fernando Fantasia, empresa que, pelo menos desde 2004, integrou o universo da Sociedade Lusa de Negócios, detentora do Banco Português de Negócios até à nacionalização -.
O site do quotidiano portuense, avança que, - o conjunto de documentos não permite perceber o que cedeu, em troca da vivenda, cuja área total é de 1891 metros quadrados, de acordo com a documentação depositada na Conservatória do Registo Predial de Albufeira-.
E conclui que, - o actual valor patrimonial da vivenda, determinado em 2009, é de 199,469,69 euros, de acordo com a caderneta predial urbana-.
E , neste país e nestas eleições presidenciais marcadas para o dia 23 de Janeiro, o candidato Manuel Alegre em campanha pelos lados de Fafe, não deixou de acusar Cavaco de "populismo" num almoço com militantes em Fafe (falta saber agora qual vai ser o comentário a propósito da noticia do jn? Se houver comentários a fazer!).
No entanto este afirmou em Fafe, que o "discurso" do actual presidente e recandidato, Cavaco Silva, "está a revelar para uma certa forma de populismo".
O candidato presidencial Francisco Lopes (PCP/PEV) afirma pelo seu lado, e diz que actualmente a democracia «está muito amputada», defendendo a «aplicação do projecto da Constituição para uma democracia plena».
Ao mesmo momento em Lisboa sindicalistas que manifestavam perto da residência oficial do Primeiro Ministro, foram "embarcados pela polícia" dois sindicalistas.
O candidato presidencial Francisco Lopes, repudiou a detenção dos dirigentes sindicais após uma manifestação, um caso que considerou «inadmissível e desproporcionado» e que disse representar «intimidação e repressão».
No que diz respeito ao problema da detenção dos sindicalistas pela policia, o candidato presidencial Manuel Alegre, questionado pelos jornalistas em Barcelos, também criticou os incidentes entre manifestantes e polícia à porta da residência oficial do primeiro-ministro, José Sócrates mas segundo ele, sem conhecer os contornos.
E, igual a ele mesmo, com sempre longe do povo e das suas dificuldades, Cavaco Silva escusou-se a comentar a detenção de sindicalistas junto à residência oficial do primeiro-ministro, alegando não ter informações sobre o caso e não conseguir separar nesta situação a sua qualidade de candidato presidencial e chefe de Estado
Assim vai o país, e a colheita dos votos presidenciais, com um cheirinho " a alguma falsa ou verdadeira corrupção”, de negócios lucrativos entre amigos, de um dos candidatos presidenciais.
In Agorapress, por Antonio Dias,18 de Janeiro de 2011

mardi 18 janvier 2011

Manuel Alegre previne para “sondagens estapafúrdias”

Numa das iniciativas de campanha com maior número de apoiantes, em Vizela, Alegre antecipou eventuais maus resultados nas sondagens que serão divulgadas até sexta-feira. “Vão ser usados muitos instrumentos para vos desmoralizar”, disse.
Diante de cerca de mil apoiantes, segundo a candidatura, reunidos num jantar-comício em Vizela, Manuel Alegre avisou: “Vão ser usados muitos instrumentos para vos desmoralizar e tentar quebrar esta onda.” O candidato decidiu assim antecipar-se à divulgação de uma sondagem, amanhã, que, sabem alguns membros da sua candidatura, dá a vitória a Cavaco Silva e um resultado muito aquém das expectativas de Alegre. “A mina candidatura sabe que a segunda volta é possível”, afirmou, lembrando que nas eleições de 2006, quando recolheu 20,7 por cento dos votos, também “apareceram umas sondagens estapafúrdias”.
In Público, por Maria José Oliveira 18/01/2011

Cavaco alerta para elevados custos de segunda volta


À medida que a campanha se aproxima do fim, os apelos do candidato contra a abstenção intensificam-se. E Cavaco quer que fique tudo resolvido já no dia 23.

Os custos de uma segunda volta, garante, «seriam muito elevados para Portugal». Por isso, só pede uma coisa para o próximo domingo: «Votem e escolham o melhor».
Mas escolhendo o melhor chega-se forçosamente à segunda volta!
«Imaginem o que seria para Portugal nesta situação económica e financeira complexa se prolongássemos por mais algumas semanas esta campanha», questionou o ainda Presidente da República.
E o que seria se prolongássemos o mandato Presidencial?
«Os custos seriam muito elevados para Portugal e para os portugueses», garantiu.
Não os da segunda volta, os do segundo mandato, sem dúvida.
Esta foi a primeira vez que o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS alertou para os custos de uma segunda volta na economia portuguesa. E logo depois sustentou que «ninguém tem o direito de ficar indiferente em relação à escolha do próximo domingo».
Aqui diz a verdade! Ninguém pode ficar indiferente e escolher mais do mesmo!
Cavaco discursava num jantar com apoiantes em Coimbra, no pavilhão da escola José Falcão. Lá fora os já habituais manifestantes do movimento SOS pelo Ensino privado e cooperativo. Esta noite cerca de três mil e com quem o candidato conversou antes de entrar.
Onde certamente prometeu fazer tanto por eles como nos últimos dezassete anos!
Em Coimbra Cavaco falou dos problemas da terra, que já lhe tinham chegado à tarde na arruada no centro da cidade. «Sei que em Coimbra também existem preocupações e uma delas é o metro de superfície», lembrou.
Estava dado o mote para mais uma farpa presidencial direitinha ao Governo de Sócrates. «Há uma lição que se pode tirar deste caso: Não se deve prometer aquilo que não se consegue cumprir».
Terá de nascer duas vezes aquele que prometer tão bem como ele.
Cavaco aproveitou a deixa para lembrar que é por isso que entende que «a verdade gera confiança mas a mentira e a ilusão é fonte de descrença».
E para não mentir, não se responde às perguntas embaraçosas (atenção à mentira por omissão de resposta!).
E continuou reforçando que as pessoas de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo «estão descontentes» e com razão. «Ficaram sem o que tinham e não têm a promessa que lhes foi feita. Tinham uma linha desde 1906 e agora ficaram sem nada», criticou Cavaco que concluiu: «É algo de muito esquisito».
Mais valia ter alcatroado tudo, teria sido muito mais simples!

Original In Sol por Sofia Rainho, 18/01/2011, excelente trabalho no qual intercalei alguns comentários para por em evidência as realidades contidas no discurso (em verde).
Aurélio Pinto

Alegre critica confrontos entre polícia e manifestantes

Manuel Alegre esteve hoje em Barcelos para mais um dia de campanha eleitoral.

O candidato presidencial criticou os incidentes ocorridos hoje à porta da residência oficial do primeiro-ministro José Sócrates.
Abordado pelos jornalistas, em Barcelos, sobre os confrontos de hoje entre manifestantes e forças policiais junto à residência oficial do primeiro-ministro, que levaram à detenção de dois dirigentes sindicais, Manuel Alegre criticou a situação, advertindo, no entanto, que o primeiro-ministro não está em Portugal.
Os incidentes ocorreram após uma concentração promovida pela Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública contra os cortes salariais.
"Não tenho informação, mas critico na mesma, como é óbvio. Nem é nossa cultura", respondeu no final da arruada em Barcelos.
In Económico com Lusa 18/01/11

Cavaco insulta adversários


Manuel Alegre diz que Cavaco insulta adversários.


O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje que a campanha de Cavaco Silva está a ficar cada vez mais «azeda» e a recorrer ao «insulto» contra os adversários e considerou que o chefe de Estado é incapaz de compreender o debate democrático.
Na sua intervenção, perante uma sala cheia, em Fafe, Manuel Alegre acusou Cavaco Silva de populismo, porque «promete o que não pode dar e ameaçando com a lógica do eu ou caos».
«[Cavaco Silva] ameaça com a crise que ele próprio já anunciou que ia provocar e insulta diariamente os outros candidatos, ou porque são loucos, ou porque são ignorantes ou medíocres -- todos menos os que não estão na candidatura dele. Há aqui [em Cavaco Silva] uma dificuldade em conviver com o contraditório que é próprio da democracia», apontou o candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda, recebendo uma prolongada ovação.

In Diário Digital / Lusa,18/11/2011

António José Seguro envia a Alegre voto de profundo apoio


O deputado socialista António José Seguro endereçou hoje ao candidato presidencial Manuel Alegre um voto de «profundo apoio» por parte «daquele PS solidário», porque terá pela frente um desafio muito exigente e difícil.
Seguro fez uma intervenção pela positiva, ou seja de elogio ao candidato presidencial apoiado pelo seu partido, e em relação a Cavaco Silva, nome que nunca citou, apenas foi mais longe quando criticou o facto de os debates televisivos se terem realizado na quadra do Natal, quando as audiências são reduzidas.

In Digital / Lusa, 18/11/2011